Geral
14/02/2013 A diretoria da Liga das Escolas de Samba de Joaçaba e Herval d’Oeste (LIESJHO) repassou na tarde desta quarta-feira (13) o mapa de notas com as justificativas dos julgadores. Os mapas foram entregues aos presidentes da Aliança, Vale Samba e Unidos do Herval. Com as justificativas em mãos as Escolas poderão avaliar onde e porquê foram penalizadas. As informações são consideradas importantes, pois servirão de subsídios para o próximo desfile em 2014. A Unidos do Herval, que ficou em 3º lugar, somando 237,2 pontos no total reclamou principalmente com relação a sete décimos perdidos no quesito samba-enredo, que foram decisivos na classificação final. A Rádio Catarinense também teve acesso as notas e justificativas dos jurados do Rio de Janeiro com relação a Escola de Samba Unidos do Herval. No Samba-Enredo, por exemplo, a julgadora Julieta Souza Dantas de Faria, que deu nota 9,7 considerou a letra confusa com muitas referências desconexas de diversos tipos de ‘curas’. Segundo ela, passa a impressão de letra feita de ‘retalhos’ em versos que não se entrosam nos desenhos melódicos. Na justificativa ela diz que isso acaba por prejudicar a riqueza artística e poética da letra que se apresenta pouco criativa
Confira os quesitos que a escola perdeu pontos e as justificativas:
Alegoria e Adereços
Cabine 1 – Luiz Eduardo Pinheiro – 9,9 – “A escola apresentou concepção e adequação com propriedade porém, falhou quanto ao acabamento, a saber: Carro 1 – Refletores apagados. Carro 2 – Revestimento em tecido dos pisos estavam se soltando, emaranhando-se, mostrando o ‘osso’ do carro. As lanças dos guerreiros estavam com o revestimento solto. Quanto à representação dos orixás que antecederam o 3º carro, faltaram elementos de composição nas fantasias como a palha no rosto de Obaluaê e as armas de Iansã.”
Cabine 2 – Guilherme Jannuzzi – 9,7 – “Primeiro carro alegórico: um boné vermelho a vista próximo ao volante e uma parte de uma adereço caiu sobre o carro na parte frontal. Segundo carro alegórico: extintor de incêndio aparecendo no final da alegoria. Na ala 9 (Iansã) algumas espadas (adereços)utilizados pelos componentes estavam danificados. Terceiro carro alegórico: no lado superior esquerdo ao fundo, a base do destaque estava com um espaço entre os enfeites utilizados (ausência de dois enfeites).”
Cabine 3 – Sérgio Falcão Lopes – 9,8 – “Um adereço do complemento do segundo queijo estava caindo. E o destaque de chão, A Boa Fada do Doce Remédio, não estava de acordo, a sua fantasia não era a que sugeriu o enredo.”
Bateria
Cabine 1 – Luciano Pereira Santos – 9,9 – “Mostrou ótima afinação nos instrumentos, mostrou criatividade na evolução dos instrumentos, porém em algumas partes a bateria perdia a pulsação fazendo com que os surdos tivessem que acelerar o ritmo após as evoluções da bateria.”
Cabine 3 – Mauricio Silva – 9,9 – “No ponto de balizamento (retomada) a bateria não executou com precisão após convenção. Bateria não voltava no mesmo andamento.”
Comissão de Frente
Cabine 1 – Cláudia Ribeiro – 9,9 – "Faltou a comissão de frente clareza na execução dos movimentos, por eles serem muito rápidos.”
Enredo
Cabine 2 – Marco Aurelio Rodrigues Silva – 9,9 – “Tema amplo tratado de forma restrita às tradições da América e África. Confusa relação e transição do argumento entre ‘cura por meio de ervas’ e ‘cura pelo sorriso’, este último representado na alegoria 4.”
Cabine 3 – Ingrid Ribeiro Nascimento Cardoso – 9,9 – “O enredo teria se resolvido melhor nos 3 primeiros setores. A conexão entre negros e doutores da alegria ficou confusa. Faltou linearidade: Amazônia (setor 1 – Brasil) – Incas, Mais e Astecas (Américas) – Deuses negros (Afro-Brasil) e doutores da alegria.”
Fantasias
Cabine 1 – Geannine Pollazzon Leite – 9,7 – “A repetição de materiais nas alas deixou muito a desejar. Ficou difícil de seguir a ordem das alas. O desfile se tornou confuso. Ala 14 chapéus mal confeccionados se quebrando e caindo da cabeça dos componentes. Alas 10 e 11 muito parecidas faltou criatividade. Ala 10 não tinha uniformidade nas sapatilhas (preta, prata). Ala 7 também deixou a desejar com alguns componentes de rosto pintado e outros não. Cores bonitas e vibrantes mas faltou harmonia e diversificação. A mesma ideia foi repetida em várias alas. Faltou cuidado com acabamento e atenção a detalhe.”
Harmonia e Evolução
Cabine 2 – José Mauro de Freitas Jr. – 9,8 – “Do ponto de vista do canto pela totalidade da escola, houve várias alas (exemplo: Ritual Maia, O Médico Pobre, Yemajá e Oxalá) nas quais alguns poucos integrantes cantavam o samba. Portanto a nota em harmonia é 4,8. No que tange ao qusito evolução, a escola desfilou coesa e fluente. Desfile correto. Nota 5,0.”
Cabine 3 – Romulo Ramos de Araujo – 9,8 – “Harmonia: boa organização e disciplinas de desfilantes, faltou canto por parte de alguns componentes das alas 1/3/4/6/7/11/12/14/ e 15 prejudicando assim a harmonia da escola... [palavra cortada no xerox]. Evolução: coma falta de canto por parte de alguns componentes das alas 1/3/4/6/7/11/12/14 e 15 e a falta de empatia entre o carro de som e a bateria, levou a falta de empolgação e vibração da escola.”
Mestre Sala e Porta Bandeira
Cabine 1 – Dandara M. F. Ventapane – 9,9 – “A bandeira enrolou e prendeu na indumentária.”
Cabine 2 – Pedro Henrique Nobre de Almeida – 9,9 – “Apesar das belíssimas fantasias, o casal mostrou pouco entrosamento prejudicando suas apresentações em frente a cabine.”
Samba-Enredo
Cabine 1 – Julieta Souza Dantas de Faria – 9,7 – “Letra – a letra é confusa com muitas referências desconexas de diversos tipos de ‘curas’. Passa a impressão de letra feita de ‘retalhos’ em versos que não se entrosam nos desenhos melódicos. Isso acaba por prejudicar a riqueza artística e poética da letra que se apresenta pouco criativa. Melodia – A melodia se apresenta de forma linear, comum, com pouca variação melódica. Harmonicamente não facilita os componentes cantarem. Melodicamente simplória em suas características rítmicas.”
Cabine 2 – Flávia da Silva Pereira – 9,8 – “Letra: a letra não atinge abrangência do enredo. Desenvolvimento poético entre uma estrofe e outra dificulta associação entre as mesmas. Melodia: contagiante e de fácil assimilação.”
Cabine 3 – Vinícius Martins M. de Carvalho – 9,7 – “A letra cumpre o papel de narrar o que é proposto pelo enredo, porém não consegue se encaixar com a melodia. A letra tem falhas na construção das rimas e falta uma aura poética nas suas estrofes. A melodia apresenta falhas nas transições das estrofes, deixando o samba quebrado, sem fluidez harmônica na melodia como um todo. Esses fatores deixaram o samba-enredo enrolado e sem identidade.”
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