Geral
28/03/2013 Um crime quase perfeito. Assim pode ser considerado o golpe que um motorista de caminhão tentou aplicar na própria empresa em que trabalha. Tudo começou com a encomenda de uma carga de frango congelado proveniente de uma empresa paulista e que seria transportada com uma carreta de empresa joaçabense. O risco de quem está nas estradas é evidente para motoristas que cruzam o país. Porém, a contravérsia de algumas informações na prestação de contas levou os responsáveis pela transação a desmascarar o farsante. C.R., natural de Cafelândia (SP), conhecido como “Velho do Rio”, era um homem conhecido e que tinha um bom currículo nas empresas transportadoras. Seria mais um envolvida na extensa lista de envolvidos em acidentes no Brasil, não fosse a discrepância no relato dos dados.
A Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Joaçaba recebeu denúncia de que C.R havia simulado um acidente de trânsito, e que teria vendido a carga em outro estado. Ele foi intimado para prestar esclarecimentos e através do depoimento dele foram constatados pontos conflitantes na versão. Conforme o investigador da DIC, Juliano Pedrini, o motorista disse que foi vítima de um tombamento do caminhão, onde a carreta teria se desengatado e ficado aberta, oportunidade em que populares teriam supostamente saqueado a carga. “Foi um golpe muito bem elaborado, pois ele vendeu grande parte da carga, deixou uma quantidade dentro da carreta e depois tombou o caminhão propositalmente para simular o acidente alegando que populares teriam furtado a carga”, revela Pedrini.
Conforme a polícia, C.R vendeu quase 80% da carga para um receptador do estado de Minas Gerais. Ele deixou escapar indícios que levaram a polícia a desvendar a história. “Ele vendeu parte da carga em MG, mas o tombamento foi cinco dias depois à venda da mercadoria, e simulou o acidente no estado da Paraíba”. A carreta não era segurada e a seguradora indenizou a carga, avaliada em aproximadamente R$ 120 mil. Nas indagações da polícia ele confessou o crime. Disse que se apropriou indebitamente da carga e obteve lucro em cima disso, pois estaria em situação financeira difícil e precisando de dinheiro. Segundo “Velho do Rio” a carga foi vendida por R$ 20 mil, mas a polícia desconfia e vai continuar investigando, na tentativa de localizar o receptador para confirmar a versão apresentada pelo motorista.
C.R não tinha passagens pela polícia. Os autos do inquérito serão enviados para a cidade onde aconteceu a venda da carga. A DIC já entrou em contato com a polícia mineira para dar continuidade às investigações.
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