Eduardo Pinho Moreira visita Joaçaba para buscar apoio à reeleição no PMDB

Disputa entre o atual presidente é com o deputado Mauro Mariani

Geral
02/05/2013

O presidente estadual do PMDB e vice-governador Eduardo Pinho Moreira esteve em Joaçaba nesta quinta-feira (02). Proveniente de Campos Novos, onde esteve reunido com lideranças locais do partido pela manhã, Moreira teve encontro com peemedebistas da região de Joaçaba no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) no edifício Ermacenter. A reunião, que iniciou às 15h30, foi organizada pelo prefeito em exercício de Joaçaba, Marcos Weiss, que acumula também o cargo de coordenador regional do partido. Além de Moreira, o encontro teve a presença do secretário de Estado da Sáude, Dalmo Claro de Oliveira, deputado estadual Moacir Sopelsa, do vice-presidente da Cidasc, Valmor Fiametti, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários regionais, presidentes do partido e lideranças da sigla. Na chegada ao local do evento, Eduardo Pinho Moreira concedeu entrevista à imprensa. A Rádio Catarinense disponibiliza na íntegra a entrevista do presidente peemedebista em SC, acompanhe:

 Imprensa – Sobre esse roteiro aqui na região de Joaçaba, a mobilização com as bases, como é que o senhor tem visto esse trabalho de fortalecimento visando principalmente as próximas eleições aqui no Estado?

 EPM - O PMDB de SC é um PMDB muito organizado, que tem um trabalho muito efetivo junto à sociedade catarinense, não é por outra razão que o PMDB daqui tem o maior desempenho do Brasil nas eleições de prefeito e vereador do ano passado, nenhum estado brasileiro teve desempenho igual a nós, então mostra que tem um trabalho e essa permanente passagem que a gente faz ativando, mostrando os objetivos e ouvindo as opiniões é que permite esse nosso crescimento, e é claro, que eu também como vice-governador além de presidente estadual do PMDB, passo para discutir as questões administrativas. Eu estive hoje reunido, com certeza, na região de Campos Novos com mais de 15 prefeitos, um por um, discutindo a prioridade de cada município, e fiz também aqui, com alguns prefeitos, para discutir no que é que o Governo do Estado pode ser parceiro, em algumas necessidades de cada cidade.

 Imprensa - Deputado Mauro Mariani também está correndo o estado com apoio do ex-prefeito de Florianópolis, Dário Berger, tentando viabilizar uma candidatura a presidente, como o senhor analisa essa disputa?

 EPM – Eu acho a disputa salutar, a disputa é democrática, não seria a primeira e nem a última dentro do PMDB, e eu acho, que nós não deveríamos gastar muita energia no ano de 2013, o Governo do Estado está num momento de grande aplicação de recursos, eu quero ser parceiro dos municípios, há recursos porque a gente está repassando, agora nós vamos gastar energia internamente e não sei se alguém vai ganhar com isso, eu acho que a eleição de 2014 tem que ser discutida em 2014, nós elegemos o governador em 2010, o PMDB foi o partido majoritário na aliança, foi o partido que fez mais votos para deputado estadual, mais votos para deputado federal, e o Raimundo Colombo sabe que o PMDB foi muito forte na sua aliança, então nós temos que ajudar, temos compromissos com governar bem Santa Catarina, e deveríamos deixar, mas se o Mauro [Mariani] acha que deve disputar neste ano, vamos disputar, dia 29 de junho.

 Imprensa – O senador Luiz Henrique é favorável à reeleição do governador Raimundo Colombo, o senhor comunga dessa ideia também?

 EPM – Não, eu acho que o PMDB vai decidir isso em 2014. Veja bem, nós temos uma data limite, 30 de junho do ano que vem. No dia 30 de junho nós temos que definir qual será o nosso caminho. O que não pode, é nós agora em 2013, estabelecermos esse conflito, aí o PMDB tem que entregar os cargos que tem no governo, as secretarias importantes que ocupa, então eu acho que a gente tem que ter muita cautela nisso. As eleições do ano que vem serão tratadas lá [2014], governador Raimundo Colombo pode ser que nós continuemos com ele como pode ser que não, quem vai decidir isso são os delegados do PMDB que serão eleitos ainda em outubro, quer dizer, não são os atuais delegados que vão escolher a posição do partido no ano que vem, são os delegados que serão escolhidos nas convenções municipais de outubro, então vai passar muita água embaixo dessa ponte ainda.

 Imprensa – É a primeira visita que o senhor faz à região depois das eleições do ano passado, como o senhor analisa o desempenho do PMDB no Meio Oeste?

 EPM – PMDB teve um desempenho bom no estado inteiro, em algumas regiões mais, outras menos, mas nós tivemos, o PMDB ou como vice, que é o caso aqui de Joaçaba, ou como titular em outras cidades aqui perto, então o PMDB teve um desempenho importante no estado inteiro. Nós não analisamos assim pontualmente, mas ele é muito vivo aqui nessa região. Essas reuniões que nós estamos fazendo mostra o PMDB muito ativo, e isso é importante.

 Imprensa - Sobre o crescimento do PSD no Estado no último pleito, foi um descuido do PMDB?

 EPM – Ele não cresceu para cima de nós não. O PMDB cresceu 300 mil votos para prefeito de 2008 para 2012, então nós crescemos, nós aumentamos o número de vereadores, então o PSD cresceu em cima do Democratas, que deixou, praticamente, de existir, em cima do PSDB e do PP.

 Imprensa - O senhor pretende disputar de novo a presidência do partido?

 EPM – Sou candidato a presidente do partido. Meu nome está aí disputando tendo o apoio de quase todos os deputados estaduais, mais a metade da bancada federal, e, estou na luta, acho que vai ser um momento interessante de disputa, e quem tiver mais voto ganha, essa é a regra do jogo.

 Imprensa - Para ser governador do Estado, o senhor coloca ainda seu nome à disposição?

 EPM – Em política não existe o não absoluto, nem o sim definitivo, política é dinâmica, depende das condições daquele momento, eu tive a minha oportunidade em 2010, quando eu resolvi desistir porque o PMDB estava desunido, o PMDB se desuniu, e esse era um momento ruim que a gente estava vivendo, então eu prego muito a unidade do partido. Dr. Ulisses [Guimarães] tinha frase antiga, que funciona até hoje, só o PMDB derrota o PMDB. Então nós devemos estar unidos, se o PMDb estiver unido é forte em qualquer circunstância.

 Imprensa – Até um possível coligação com o PMDB no Estado?

 EPM – É possível, nós estamos coligados em nível nacional, é possível. A presidente Dilma [Rousseff, do PT] que o PSD na coligação em Santa Catarina, você vê, que as candidaturas em nível nacional vão interferir nas estaduais. E aí eu digo, hoje é só especulação. O Aécio [Neves, senador do PSDB/MG] é candidato, o Eduardo Campos [governador de Pernambuco, do PSB] é candidato, com quem eles vão estar, qual a situação da presidente Dilma, como é que ela vai estar com a aceitação popular, ela com 70% como tem hoje, dificilmente terá adversário, o governador Raimundo Colombo se no ano que vem tiver uma aprovação muito alta também dificilmente terá adversário, então, tudo é circunstância de momento, agora o PMDB de qualquer maneira, e por isso é necessária a unidade, vai ser forte em qualquer momento.

 Imprensa - Com o PSDB não tem mais casamento?

 EPM – Tem. Não tem. Podemos estar com o PSDB. Por isso que eu digo, nós já estivemos juntos em 2002, quando ninguém acreditava. Eles estavam na base do Amin [Esperidião, ex-governador, do PP] e vieram a apoiar o Luiz Henrique [da Silveira, ex-governador] e eu que era vice. Em 2006, o Raimundo [Colombo] que era grande adversário do governador, veio nos apoiar sendo candidato ao Senado, então eu te diria que vai depender muito das conversas e situações que viveremos daqui para frente.

 Imprensa – Na região de Joaçaba qual o nome em evidência que o senhor acredita que possa ser candidato a deputado estadual?

 EPM – Rapaz, eu não quero meter a mão nessa cumbuca aí. Então essa é uma decisão local e regional. Eu como presidente estadual do PMDB estimulo muito as candidaturas, eu acho que quanto mais candidatos nós tivermos, mais deputados nós faremos, mas a decisão é aqui local e regional.

 Imprensa – Se especula algum nome já ou não?

 EPM – Não, não, não entrei nessa ainda.

Após o encontro em Joaçaba, Eduardo Pinho Moreira seguiu para evento semelhante em Chapecó.

Fonte: Rádio Catarinense
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