Associados à antiga Coperio ameaçam pedir exclusão do quadro social da Copérdia

Medida será avaliada após apresentação da proposta da direção da Copérdia

Geral
15/05/2013

  O presidente da Associação dos Municípios do Meio Oeste Catarinense (Ammoc), Nelson Guindani, lamentou a extinção da Coperio após a incorporação pela Copérdia (Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia). Em assembleia extraordinária realizada nesta segunda-feira em Concórdia, os associados das duas cooperativas aprovaram a incorporação, que vinha sendo articulada há cerca de dois anos. Guindani, que é prefeito de Herval d' Oeste e também agricultor e associado à antiga Coperio, desabafou e expôs o sentimento de milhares de integrados que viram uma trajetória de 44 anos da Coperio ter um fim melancólico, haja vista o prejuízo acumulado de R$ 20 milhoes conforme apurou auditoria realizada por uma empresa de Chapecó. “É lamentável para nossa região termos que entender e ouvir que a Coperio foi extinta, uma história de 40 anos, uma história em que muitos agricultores fundadores trabalharam, entregaram seus produtos, entregaram grãos, sua produção de modo geral, levantaram de madrugada para tirar leite e de repente uma cooperativa que movimenta milhões acaba apresentando um prejuízo enorme enquanto que outras estão dando lucros absurdos”, reitera.

Sobre os processos que recaem sobre ex-dirigentes sobre suposto rombo nas finanças da cooperativa joaçabense, Guindani pediu providências e rigor na apuração do caso, e ficando comprovada irregularidade, a punição dos culpados. “É preciso que os envolvidos na quebra da cooperativa sejam responsabilizados e penalizados pela Justiça”, estimula. O presidente da Ammoc, entidade que abrange 13 municípios, está liderando um movimento para analisar a proposta que deverá ser apresentada pela direção da Copérdia aos associados que pertenciam à Coperio. Guindani comenta que ouviu em entrevista a Rádio Catarinense que o presidente da Copérdia, Valdemar Bordignon, se propôs e colocou como meta de trabalho se reunir com os líderes comunitários e associados para detalhar a projeção da empresa, através de encontros nos municípios que contam com unidades da Copérdia/Coperio.

De acordo com ele, dependendo do que for exposto poderá haver um pedido em massa de exclusão do quadro social da nova cooperativa. “Nós ouvimos hoje (terça-feira) que os dirigentes chamarão todos [associados] para uma conversa. Dependendo da responsabilidade e dos investimentos de tudo aquilo que haverá de comprometimento que a nossa região também continue desenvolvendo e tenha co-responsáveis aqui para responder pelos agricultores, poderemos continuar como associados, senão estaremos pedindo demissão”, adianta.

 Compareceram a assembleia realizada em Concórdia 283 associados dos 16.799 das duas cooperativas, cerca de 15% do quadro social. O estatuto prevê número mínimo de apenas 22 associados, das duas cooperativas, para validar o processo de incorporação. O relatório financeiro elaborado pela empresa Linear Auditores Independentes de Chapecó, apresentado no início da assembleia pelo assessor jurídico da Copérdia, Luiz Carlos Crema, mostrou que o patrimônio líquido da Coperio é de R$ 6 milhões e 600 mil negativos, valor que foi absorvido pela Copérdia. Com o processo de unificação a Coperdia ficará com um capital social de R$ 11 milhões. A auditoria mostrou também que a Coperio, em números atualizados até o final de abril, acumulou perda financeira de R$ 20 milhões.

 Com a incorporação nasce a 2ª maior cooperativa de Santa Catarina. A meta para este ano é entregar 790 mil suínos e 120 milhões de litros de leite. Foi contraído junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um financiamento de R$ 60 milhões que serão pagos em 11 anos. Em 2013 o objetivo é faturar R$ 802 milhões. Em três anos a meta é chegar a um faturamento anual de 1 bilhão. A projeção de faturamento apresentada aos associados foi feita para 9 anos. Em 2022, com a nova estrutura, o projeto é para dobrar o faturamento atingindo a cifra milionária de R$ 1,6 bilhão com lucro líquido de R$ 27 milhões.

 Com a incorporação o presidente da nova cooperativa é Valdemar Bordignon, o vice é Ademar da Silva e matriz será em Concórdia.

Fonte: Rádio Catarinense
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