Geral
02/07/2013 A Terceira Câmara Criminal de Tribunal de Justiça de Santa Catarina julgou recurso da defesa de Junior Piovesan que será submetido a júri popular sob acusação de ter matado a facadas em abril de 2010 a estudante gaúcha Kátia Bessegatto. A decisão, por votação unânime, afastou as preliminares e deu provimento parcial ao recurso, ou seja, afastou o motivo fútil e o meio cruel. A informação foi confirmada pelo advogado Éber Marcelo Bündchen. Ele argumenta que a denúncia é carente de provas que incriminem o réu e alega a inocência de Piovesan, que era namorado da vítima. Por isso a defesa queria que Piovesan não fosse julgado.
O processo se arrasta há mais de três anos. Para o Ministério Público (MP), Junior Piovesan é considerado o principal suspeito do crime. A data do júri, determinada pelo juiz da Vara Criminal da comarca de Joaçaba, Marcio Umberto Bragaglia, ainda não está definida.
O crime aconteceu na rua Ângelo Scarpetta, bairro Cruzeiro do Sul em Joaçaba. Piovesan e a vítima namoravam por cerca de nove anos e moravam juntos no apartamento em que ocorreu o crime. A estudante, então com 23 anos, foi morta na porta de casa. O suspeito foi preso preventivamente na casa dos pais quase um mês depois em São João da Urtiga, no Norte do Rio Grande do Sul. Ele ficou detido por aproximadamente 60 dias e responde ao processo por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, meio cruel e que dificultou a defesa da vítima, em liberdade.
Conforme a polícia, Piovesan havia se tornado violento e agressivo nos dois meses que antecederam a morte da ex-namorada. Em depoimento, amigas de Kátia falaram que ela vinha reclamando do comportamento do companheiro. No dia 24 de abril, foi ele quem chamou a polícia para informar que a namorada havia sido morta. Quando os peritos chegaram ao local, a jovem estava caída em frente ao apartamento com quatro facadas. Apesar de Piovesan negar ter cometido o crime, o MP alega que as provas são consistentes, e que o crime pode ter sido motivado por desentendimento conjugal. Junior Piovesan cursava Engenharia Elétrica e a vítima Enfermagem, ambos na Unoesc. A pena varia de 12 a 30 anos de prisão.
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