Geral
03/07/2013 A Coopercentral Aurora está preocupada com a eventual instalação de empresas no Distrito Industrial de Joaçaba que pode prejudicar a exportação de carne suína da agroindústria ou acarretar em possíveis sanções administrativas do Ministério da Agricultura que afetem o embarque do produto. A Aurora envio documento à prefeitura de Joaçaba e à Associação Comercial e Industrial do Oeste Catarinense pedindo o acompanhamento efetivo dos novos empreendimentos que forem se instalar nas imediações do frigorífico que irá retomar as atividades em Joaçaba a partir do ano que vem, sendo projetado para ser o maior exportador de carne suína da Aurora no estado. Nesta semana, a Câmara de Vereadores de Joaçaba tomou conhecimento do pedido através do ofício da Acioc, solitando empenho do Legislativo no que tange a uma possível legislação que regulamente a situação. Em contato com a Rádio Catarinense, o presidente da Aurora, Mário Lanznaster, explica que o Ministério da Agricultura é muito exigente quanto as condições que os frigoríficos devem apresentar, como manter certa distância de outras instalações, principalmente, com potencial emissor poluente, a exemplo de indústrias químicas ou combustão. Lanzaster comenta que a solicitação ao município de Joaçaba é para atender normativa do Governo Federal, exigência semelhante ao que acontece em outros países como Japão, que será um futuro consumidor da carne suína produzida em Joaçaba. “Do jeito que está lá não tem problema nenhum”, adianta. O presidente Aurora destaca que, havendo qualquer investimento no entorno do frigorífico deverá ser consultado o Ministério da Agricultura para que haja enquadramento nas normativas. Outra situação que, no ponto de vista do presidente da Aurora pode prejudicar o frigorífico é a instalação de moradias próximo ao Distrito Industrial, que segundo ele, poderá acarretar em problemas futuros como aconteceu com a unidade da empresa em Chapecó e que precisou de intervenção do Poder Público para equacionar o impasse.
Exportações
Os investimentos na unidade de Joaçaba deverão tornar o frigorífico de Joaçaba o maior exportador de carne suína da Aurora. Segundo Lanzaster, as obras da unidade de Joaçaba estão dentro do cronograma com a programação de iniciar o abate de suínos nos primeiros dias de 2014. A perfuração do poço artesiano para abastecer o frigorífico deverá iniciar em breve, bem como a canalização dos efluentes tratados até o rio Caraguatá. A caldeira do frigorífico também está com a chegada programada nos próximos dias, à medida que as obras na estrutura física vão avançando. O presidente da Aurora comenta que a empresa está fazendo um trabalho junto ao Ministério da Agricultura para a vinda de missões do exterior ao Brasil para avaliar as condições e capacidade de produção do frigorífico de Joaçaba, por isso as adequações na estrutura para a aprovação dos representantes de outros países que concederão, posteriormente, o aval para o embarque do produto. Mário Lanznaster explica que o embarque dependerá da demanda e dos cortes a serem produzidos. Contudo, ele afirma que a Aurora quer habilitar o frigorífico de Joaçaba para exportar ao maior número possível de países. Mário Lanznaster garante que a perspectiva é promissora para as exportações da carne suína catarinense. Ele usa como exemplo a China, país que consome bastante a carne suína, mas tem dificuldade em pagar um preço mais alto pelo produto. Além dos R$ 60 milhões que serão aplicados na unidade, inaugurada em 2002, a Aurora irá desembolsar também os valores necessários para a perfuração do poço e canalização dos efluentes, com o governo do Estado compensando o custo através de incentivos fiscais. A medida se deu após proposta do governo que alegou falta de dinheiro para custear o benefício. Lanznaster adianta que uma empresa do Paraná já foi contratada para executar o serviço. O montante levantado pela Aurora no projeto apresentado ao governo era de R$ 8 milhões a fim de dobrar a oferta de água potável na indústria e na construção de uma tubulação de seis quilômetros para o despejo dos efluentes tratados no rio Caraguatá. O abate deverá começar em janeiro de 2014. Estão sendo ampliados 16 mil metros quadrados, cuja soma total será de 22 mil metros quadrados. O frigorífico Aurora deverá retomar as atividades abatendo 1.500 suínos por dia, mas a capacidade será para 3 mil animais em dois turnos. A reabertura do frigorífico de Joaçaba gerará 800 empregos diretos e 2,4 mil empregos indiretos, o equivalente a quatro vezes o número de postos de trabalho que existia quando a unidade fechou em 2009.
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