Geral
10/07/2013 O posto avançado do Corpo de Bombeiros construído junto ao aeroporto Santa Terezinha de Joaçaba está pronto desde setembro de 2012, mas ainda não entrou em funcionamento. Muitas informações surgiram nos últimos dias dando conta da não ativação da unidade, solicitada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e também pelos moradores da Cidade Alta. Uma das informações é de que a unidade não entrou em operação por falta de treinamento dos bombeiros civis que foram disponibilizados pelos municípios de Joaçaba, Herval d' Oeste e Luzerna.
Buscando esclarecer a dúvida, a Central de Jornalismo da Rádio Catarinense manteve contato com o comandante do Corpo de Bombeiros, major Marcos Alves da Silva. Ele explica que os bombeiros civis iniciam nesta sexta-feira (12) o curso de capacitação, depois eles farão outro curso em Canoas (RS) conforme exigência da ANAC para atuação em aeródromos. Major Marcos reitera que em seguida o posto avançado estará apto a entrar em funcionamento. Ele salienta que, enquanto isso, estão sendo resolvidas outras tratativas como mobília e viaturas, para deixar tudo pronto para o início das atividades. Segundo o comandante, são seis bombeiros militares que serão designados para a unidade junto ao aeroporto, mas que já atuam normalmente.
A recomposição da turma, tanto para o aeroporto como para a base do centro da cidade, deverá ser feita após a formação da próxima turma, prevista pelo Comando-Geral para o final do ano. Questionado sobre o comentário de que o comando teria perdido prazo para encaminhar o grupo ao treiamento, o comandante Marcos Alves disse que os servidores designados pelos municípios precisam fazer o curso que é uma exigência da ANAC. Neste caso a responsabilidade é do município de Joaçaba.
O major enfatiza que os bombeiros militares serão encaminhados para treinamento no RS na segunda turma. Segundo ele, um já tem o curso, restando apenas dois, fator que, de acordo com Alves, não impedirá a ativação da unidade do aeroporto porque o atendimento nas operações de voos é apenas um complemento. “Isso aí pode ser mais uma tentativa de trazer o foco para os bombeiros da irresponsabilidade de não ter sido ativado o quartel até então”, esbraveja.
O comandante esclarece que, inicialmente, não havia autorização formal por parte do comandante geral para a designação. Depois porque implicaria em prejuizo financeiro para a corporação o afastamento por 30 dias que acarretariam em perdas salariais e horas extras, entre outros direitos trabalhistas. “Quando tivemos o aval o órgão que recepciona disse que para esse primeiro momento não teria mais a possibilidade de os bombeiros de Joaçaba fazerem o curso, mas em janeiro do ano que vem serão encaminhados na segunda turma”, adianta.
Alves faz questão de explicar que o posto avançado será efetivado de qualquer forma, independentemente do curso para atuação em aeroporto. “O aeroporto é de responsabilidade do município, o bombeiro militar é só um incremento, tem capacitação e formação própria, não vai ser o curso que o bombeiro deixou de fazer que vai impedir o quartel de funcionar”. Para ele, está se buscando a composição para atendimento à região circunvizinha. “Atender o aeroporto não é obrigação nossa, é obrigação do município. Não tem nada vinculado, é história para boi dormir”, finaliza.
A Central de Jornalismo da Rádio Catarinense também manteve contato na tarde desta terça-feira (09) com o chefe da Divisão da Secretaria de Aviação Civil – órgão vinculado à Presidência da República - Vilson Campos Bicudo. Ele informou que no início do mês de junho a secretaria colocou à disposição do município de Joaçaba nove vagas para realizar o curso que é exigido pela Agência Nacional de Aviação Civil. O curso está dividido em duas etapas, sendo uma à distância e outra na base aérea de Canoas com duração de quatro semanas. Ainda no início de junho foi solicitada a ficha de inscrição dos nove bombeiros, bem como a documentação exigida pela ANAC. O prazo para inscrição encerrou nesta quarta-feira (10). De acordo com Campos, o órgão recebeu apenas documentos e inscrição de quatro bombeiros. Outras três inscrições, dos bombeiros militares, foram encaminhadas, mas sem a documentação exigida. Diante dessa situação, o órgão em Brasília procedeu apenas a inscrição dos quatro bombeiros civis, sendo que os demais ficarão para 2014, ou seja, mais um atraso, já que para trabalhar naquela unidade, dentro do aeroporto, é exigida qualificação para tal finalidade.
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