Transporte de suínos: Médica veterinária afirma que lei do bem-estar animal é descumprida na região

Limitação de horário de atendimento é outro fator que dificulta fiscalização

Geral
16/07/2013

   A Central de Jornalismo da Rádio Catarinense recebeu na manhã desta segunda-feira (15), fotos feitas na região de Jaborá que mostram o transporte de suínos pelos chamados caminhões “porcadeiros”. O internauta questiona o espaço destinado aos animais, o peso da carga fazendo com que o caminhão inclinasse jogando os animais uns sobre os outros. Na região é comum encontrar veículos desse tipo porque a suinocultura é uma das principais bases da economia no Meio-Oeste catarinense.

   Em contato com a Rádio Catarinense, a médica veterinária da Cidasc em Joaçaba, Michele Pagani Machado, explica sobre a legislação e a fiscalização do transporte de suínos em rodovias. Ela conta que a Cidasc trabalha com barreiras móveis para verificar se os veículos têm capacidade adequada e para ver se a Guia de Trânsito Animal (GTA) está em conformidade com a carga. Michele afirma que existe legislação que versa sobre o bem-estar animal em esferas estadual e federal. A veterinária comenta que o recinto apertado para os animais faz com que eles sofram, podendo gerar a perda da carne no abatedouro devido a hematomas durante o transporte. A veterinária confirma que existem regras para quantidade e peso para o transporte. “Não pode ficar 'dançando de um lado para outro' para o bem-estar animal”.

   Contudo, Michele revela que a há dificuldade para o enquadramento de situações irregulares, haja vista que a legislação não é bem específica. Ele diz que o órgão tem limitações para fiscalização, principalmente durante à noite e nos finais de semana, quando os profissionais não estão de serviço. Desta forma, os transportadores se aproveitam da situação. “Quando acontece a constatação, dependendo do caso, alguns animais são descarregados e colocados em outro veículo, pode haver emissão de multa ou até mesmo sacrifício de animais.

     A multa depende da quantidade excedente, sendo 300 UFIRs por veículo e determinada quantidade de cada animal. A veterinária enfatiza que a Cidasc oferece um canal para denúncia através do telefone 0800-6439-3000. É a ouvidoria da Cidasc que, posteriormente, repassa os casos às unidades espalhadas no estado. “A gente tenta fiscalizar, mas nem sempre a gente conseque”, admite. O número reduzido de veterinários é outro fator que impede uma atuação mais eficaz do órgão.

Fonte: Rádio Catarinense
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