Geral
18/07/2013 A suspensão dos voos da Brava Linhas Aéreas no aeroporto Santa Terezinha está causando problemas em diversos segmentos da sociedade em Joaçaba. Um deles é o educacional. Um dos maiores campus universitários do estado, o da Universidade do Oeste de Santa Catarina em Joaçaba enfrenta problemas nos cursos de Graduação e Pós-Graduação. Segundo a diretora de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da Unoesc Joaçaba, Jéssica Romero Mota, a dificuldade de logística para deslocamento é um grande entrave para a universidade, principalmente nos curso de pós-graduação. Atualmente são 18 cursos em andamento em fase de disciplinas. A diretora explica que para esses cursos são buscados profissionais no país, porém, muitos não aceitam lecionar em Joaçaba em função do tempo e da dificuldade para deslocamento. De acordo com ela, os que aceitam acabam não retornando, preferindo as capitais de estados. Diante desse cenário, a alternativa tem sido o deslocar os professores com carros e motoristas da Unoesc para trazer esses profissionais para lecionar nas sextas-feiras à noite e sábados e retornar para casa nos domingos. Entretanto, a diretora aponta o alto custo que precisa ser incorporado nas planilhas, e consequentemente repassado aos alunos. Jéssica Mota salienta que o processo consiste na venda do curso, a cobrança do aluno, mas que não tem sido levado em conta o imprevisto. Os custos quadruplicam e prejudicam o andamento dos cursos, haja vista a necessidade de trazer professores de grandes centros urbanos, como dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. A diretora cita como exemplo a realização de um curso de especialização em setembro que deverá ter um profissional da Espanha, mas que com a suspensão dos voos em Joaçaba, acaba comprometendo esta e outras atividades da universidade. Na Unoesc Joaçaba são em média de 12 a 14 professores por curso, com pelo menos oito de fora, a grande maioria de Curitiba, São Paulo e Florianópolis. “Está bem difícil de sustentar essa situação”, admite.
Jéssica Mota conta que muitos professores desistem de lecionar em Joaçaba, muitas vezes em cima da hora, em função da deficiência na logística. Alguns projetos já estão sendo repensados, como o de gerenciamento de projetos, em estudo há pelo menos dois anos, além de especializações nas áreas de Engenharia e Saúde. “Não tem profissionais nas redondezas para atender a demanda”, revela. A dificuldade está sendo verificada até mesmo para os cursos de graduação, além da realização de eventos e seminários. A preocupação com a logística de deslocamento de professores de fora para atuar na Unoesc é tão grande que sempre a partir das quintas-feiras uma equipe fica de prontidão para qualquer imprevisto. Jéssica Mota detalha que, diante de qualquer imprevisto são acionados os motoristas e carros da universidade ou contratados em outros municípios para atender as necessidades. Contudo, o esquema acaba encarecendo para a universidade e até mesmo dificulta a relação da universidade com o professor. Ela reforça que a universidade procura sempre colaborar nas questões sociais e comunitárias, mas que estão dentro das possibilidades. “Tem questões que fogem à alçada da Universidade e que o Poder Público precisa resolver”. Ela finaliza dizendo que o deslocamento dos professores de outros aeroportos na região também é problema para a universidade porque além do tempo de voo soma-se ainda o trajeto por terra até chegar a Joaçaba, que acaba desestimulando os professores.
O último voo da Brava Linhas Aéreas em Joaçaba aconteceu no dia 27 de junho. A Associação Comercial e Industrial está mantendo contato com a prefeitura e também com a empresa com objetivo de encontrar soluções para a retomada dos voos o mais rápido possível. Outro problema que causa transtornos, é que o Aeroporto Santa Terezinha de Joaçaba não opera com instrumentos. Em dias de chuva ou de nevoeiro mais intenso, os voos acabam sendo cancelados provocando problemas para os empresários que ficam na eminência de perder seus compromissos em razão das condições climáticas. Um projeto foi protocolado na Agência Nacional de Aviação Civil para implantação de um sistema por GPS, que possibilidade operações por instrumento. Caso seja aprovado, a possibilidade de voos regulares seria mais real.
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