Geral
18/07/2013 A possibilidade de Joaçaba ter de volta um cinema em funcionamento através da captação de recursos federais está condicionada à criação do Conselho Municipal de Cultura (CMC), que serve como um colaborador na aplicação do dinheiro público destinado ao setor e ao mesmo tempo um fiscalizador das ações. O assunto foi levantado na sessão da Câmara de Vereadores de Joaçaba desta quarta-feira (17) pelo vereador Éber Marcelo Bündchen (PDT). Ele aproveitou a oportunidade para convidar a população a participar da 1ª Conferência Municipal de Cultura a ser realizada no dia 5 de agosto, às 19h, no plenário do Legislativo. Bündchen reitera que os interessados devem fazer a inscrição na Câmara de Vereadores para posterior cadastro pela Fundação Municipal de Cultura e Esportes (FMCE). O evento tem apoio de diversas entidades e setores ligados à Cultura, a exemplo da Casa da Cultura Rogério Sganzerla, Teatro Alfredo Sigwalt, entre outros.
O líder do PDT destaca que o projeto elaborado em conjunto com a Gerência municipal de Cultura para viabilizar incentivos do Governo Federal para o retorno do cinema em Joaçaba tem como requisito a necessidade de se ter o CMC formado e instituído sob decreto do prefeito Rafael Laske. Segundo informações, um conselho já havia sido formado, mas não teria sido sancionado pela administração municipal. Sem ele não é possível a liberação de recursos, sejam através de lei de incentivo ou emendas parlamentares. Bündchen tem uma ligação muito forte com o setor cultural. Criado no mundo circense, foi eleito um dos três delegados para representar Santa Catarina no Fórum Nacional de Cultura. A escolha fez com que ele tivesse mais acesso aos critérios do governo para seleção de projetos, bem como as fontes de recursos para aplicação nessa área nos município brasileiros. O fato de representar Joaçaba e Santa Catarina deu a Bündchen mais visibilidade nas esferas nacional e estadual, possibilitando estreitar o vínculo com os dois governos na busca de recursos.
A Conferência Municipal de Cultura é a articulação entre governos e sociedade civil para analisar a conjuntura da área cultural do município e propor diretrizes para a formulação de políticas públicas de Cultura. É de responsabilidade dela, analisar, aprovar moções, proposições e avaliar a execução das metas referentes ao Plano Nacional de Cultura e às respectivas revisões ou adequações. "Esperamos que todos os amantes da Cultura em geral, possam colaborar e fazer parte do Conselho Municipal, que trará as diretrizes e dará corpo às atividades culturais de nossa cidade, eis que criticar a falta disto ou daquilo é fácil, mas se doar em nome do bem comum, são poucos que se dispõe", comenta o pedetista.
O trânsito livre no Ministério da Cultura permitiu ao vereador Éber Bündchen e ao gerente de Cultura de Joaçaba, Ângelo Sganzerla, se inteirarem sobre um projeto interessante que pode devolver aos joaçabenses e moradores da região o prazer de assistir grandes obras na “telona”. Um deles é o programa Cinema Perto de Você, através do projeto Cinema da Cidade, gerenciado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). O projeto tinha previsão de investir recursos neste ano pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), no total de R$ 60 milhões via edital público. Entretanto, ele foi transferido para o ano que vem, o que aumenta a expectativa para que, sendo formalizado o Conselho Municipal de Cultura, Joaçaba possa pleitear recursos desse fundo para investir na volta do Cinema para o município. A Ancine é a responsável por oferecer as informações para elaboração do projeto arquitetônico, civil e técnico de exibição de filmes, bem como, as informações legislativas para encaminhamento via emenda parlamentar. A intenção de Bündchen é viabilizar para Joaçaba três salas de exibição completas totalizando um investimento de R$ 3 milhões.
O projeto Cinema da Cidade estimula por meio de convênios com as prefeituras e governo estaduais a implantação de complexos de salas de cinema em cidades com mais de 20 mil habitantes e menos de 100 mil habitantes que não disponham desse serviço. As salas de cinema contam com infraestrutura completa, espaços comerciais e de prestação de serviços. Dependendo do perfil do município, o complexo a ser instalado poderá conter uma ou duas salas, com lotação que pode variar entre 70 e 200 lugares.
Nostalgia
Joaçaba chegou a ter quatro cinemas, sendo três localizados na avenida XV de Novembro e um na rua Getúlio Vargas. O Cine Avenida, então localizado na avenida XV de Novembro, era instalado em sala de propriedade do Dr. Miguel Russowsky. Foi inaugurado em 1967 e desativado em dezembro de 2007. O mais antigo deles foi o Cine Progresso, destruído por um incêndio.
Unoesc Joaçaba não implantará cinema
A Unoesc decidiu pela não implantação de uma sala de cinema no Campus de Joaçaba. A intenção da Universidade em adaptar o espaço do Auditório Jurídico para a construção de um cinema não se confirmou em função de que, pela sua finalidade e estatuto, a entidade só poderia contar com recursos de programas governamentais para construção de cinema se esta estrutura tivesse finalidade pedagógica.
Conforme explica a diretora de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão do Campus, Jéssica Romeiro Mota, e o procurador jurídico da Funoesc, Osmar de Marco, a intenção da Universidade neste momento seria construir um cinema que pudesse funcionar como um serviço autossustentável ou que pudesse ter seu funcionamento terceirizado mediante licitação. Esse formato daria ao espaço condições de acompanhar o mercado na exibição de filmes e de se tornar uma opção de lazer a mais para moradores de Joaçaba e dos municípios próximos – que não possuem sala de cinema –, mas, por outro lado, daria ao projeto um caráter comercial e não didático, o que inviabiliza a captação de recursos públicos para sua construção.
Projetos serão repassados a interessados
A criação de um cinema na Unoesc Joaçaba vinha sendo estudada pela Universidade desde o segundo semestre de 2012. Os projetos técnicos, relativos à parte estrutural e de equipamentos de som e imagem, chegaram a ser elaborados para verificar a viabilidade da construção da sala onde hoje fica o Auditório Jurídico e o investimento que isso exigiria, o que poderia variar de R$ 500 mil a R$ 1 milhão, conforme o padrão que fosse dado à sala e o montante de recursos disponíveis. Segundo a diretora, a Instituição poderá ceder estes projetos ao poder público, a outras entidades ou até a organizações privadas que queiram e tenham condições de implantar um cinema em Joaçaba.
Cinema pedagógico
Jéssica e Osmar explicam que no futuro a Unoesc poderá construir um cinema com finalidade pedagógica, assim como pretende dispor de inúmeras outras estruturas que beneficiem a formação e o dia a dia dos estudantes. Esse, no entanto, não faz parte dos projetos da Universidade para os próximos anos, já que além dos investimentos na construção – que, com essa finalidade, poderiam ser buscados junto a agências de fomento –, a estrutura exigiria um investimento constante da Universidade para seu funcionamento e manutenção, o que por enquanto não está previsto no seu planejamento estratégico.
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