Geral
31/07/2013 Um grupo de aproximadamente 100 pessoas – formado por médicos e a maioria estudantes de Medicina da Unoesc realizou protesto na manhã desta quarta-feira (31) no centro de Joaçaba. A concentração iniciou às 9h30 na praça Adolfo Konder. Em seguida os manifestantes fizeram caminhada em direção ao Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST). Utilizando tarjas pretas nos jalecos, durante o trajeto distribuíram cartilhas às pessoas na rua com as explicações sobre o objetivo do movimento. Posteriormente retornaram até em frente à prefeitura. O protesto engrossou a mobilização nacional da categoria que reivindica a realização do Revalida (exame que médicos formados em universidades estrangeiras prestem um novo exame provando que têm condições de exercer a medicina no novo país); contrariedade ao curso de medicina com duração de oito anos conforme proposto pelo Governo Federal (atualmente o curso é de seis anos, o mais longo existente; contrariedade à alegação do governo de que faltam médicos no Brasil (A ONU e a OMS recomendam como proporção ideal a existência de um médico para cada mil habitantes, e de acordo com a categoria, no país são dois médicos para cada mil habitantes); e críticas ao programa Mais Médicos, considerada medida eleitoreira da gestão Dilma Rousseff. O presidente do Sindicato dos Médicos de Joaçaba e Região, Paulo Albuquerque, compara a situação enfrentada pela população à respeito da saúde pública, principalmente à deficiência dos hospitais, a defasagem da tabela SUS e a falta de infraestrutura para melhor atendimento à população, com outros aspectos. “Seriam os motoristas de ônibus responsáveis pelo caos do transporte público, seriam os agricultores os responsáveis pela população que passa fome ou seriam os engenheiros responsáveis pelos sem-teto”, indaga. Para ele o governo tenta jogar a culpa nos profissionais médicos a responsabilidade que seria do Poder Público oferecer para beneficiar diretamente a população. O protesto em Joaçaba teve apoio do Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina (SIMESC) e do Conselho Superior de Entidades Médicas de Santa Catarina (COSEMESC). A presidente do Centro Acadêmico de Medicina da Unoesc Joaçaba, Ana Eduviges, afirma que a “solução” encontrada pelo governo para tentar amenizar os problemas da saúde pública são apenas falácias, sem caráter eficaz. Para ela, os estudantes passam por seis anos de universidade. Posteriormente muitos partem para a especialização, o que pode levar em média, somando todos os anos de estudo, de 11 a 15 anos em bancos universitários. “Agora o governo quer ampliar para mais dois anos o curso de Medicina. Como ficam os pais que bancam a faculdade dos filhos, nós próprios que passamos um longo tempo estudando para se formar”, questiona. Ela completa que durante a formação o acadêmico já realiza estágio com prestação de atendimento à população carente, e que os dois anos que o governo quer inserir na grade curricular não acrescentam para o profissional. O movimento teve a participação do membro do Conselho Federal de Medicina, Élcio Luiz Bonamigo, um dos profissinais mais conceituados no país e que fez questão de prestar apoio e solidariedade aos colegas. Os médicos que participaram do protesto suspenderam as atividades somente pela parte da manhã, sendo o atendimento retomado normalmente a partir da tarde.
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