Reitor não concorda com lei proposta pela prefeitura que pode impedir transferência da reitoria

Lei deverá ser votada esta semana pela Câmara

Geral
02/08/2013

  O reitor da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) rebateu e ironizou a intenção da prefeitura de Joaçaba de criar uma lei municipal para impedir que a universidade transfira sua reitoria, conforme está sendo cogitado, de Joaçaba para Chapecó. Em entrevista a Rádio Catarinense nesta sexta-feira (02), Aristides Cimadon explicou que fez um alerta sobre a possiblidade de a Unoesc transferir a reitoria para Chapecó caso não sejam normalizados os voos regulares no aeroporto Santa Terezinha, situação que estaria ocasionando sérios problemas à instituição em termos de logística de deslocamento de professores dos cursos de Graduação e Especialização. “Eu sofro uma pressão permanente dos dirigentes da universidade em função disso. Este é um grande alerta para que nós, lideranças e poder público da nossa região, para que se trabalhe em função de encontrarmos mecanismos para termos aqui uma possibilidade de deslocamento via aérea e uma logística capaz de mobilização maior”, ressalta. Sobre a intenção da prefeitura de Joaçaba criar uma lei para impedir que ocorra a transferência da reitoria da Unoesc, conforme adiantou o prefeito Rafael Laske, Cimadon rebateu em tom de ironia dizendo ter certeza que a ideia não partiu do prefeito. “Eu tenho a plena convicção e a certeza de que essa ideia não deve ter saído do prefeito, essa ideia deve ter saído de quem não tem nada para fazer ou desconhece a legislação brasileira relativa à autonomia das universidades”, alfineta. A lei, conforme revelou o prefeito, deverá ser votada no próximo bloco de reuniões da Câmara de Vereadores. Segundo Cimadon, a universidade não foi criada pelo município. Ela teria outorga do órgão de Educação do estado e da União pelo Ministério da Educação, com autonomia constitucional estabelecida em seu artigo 207. “Então não é uma lei municipal que vai impedir a universidade colocar sua reitoria que é sua sede administrativa em qualquer lugar do país”, esclarece. Já o prefeito Rafael Laske não revelou maiores detalhes da lei, uma vez que o estudo foi conduzido pelo vice-prefeito Marcos Weiss enquanto esteve no exercício do cargo de prefeito nesta semana.

 

Fonte: Rádio Catarinense
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