Prefeitura determina saída imediata de casal que invadiu escola desativada em Joaçaba

Creas acompanha o caso há quatro meses e alega que casal possui renda para alugar um imóvel

Geral
05/09/2013

  O casal que transformou uma sala de aula em quarto no prédio da antiga escola estadual Passos Maia, na Vila Pedrini em Joaçaba, vem sendo acompanhado há cerca de quatro meses pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Segundo a assistente social do Creas de Joaçaba, Maristela Abati Schüler, quando o setor ficou sabendo que uma mulher morava na antiga escola, procurou saber o motivo que ela morava no local. Em contato com a Márcia Rotler, o Creas soube que ela morava com um companheiro que trabalha e recebe pouco mais de um salário mínimo, ou seja, possui renda. Maristela informa que dialogou para que o casal procurasse um local adequado para morar, já que a antiga escola não possui água e nem luz. Uma irmã de Márcia que mora em Duas Casas, interior de Joaçaba, disse que somente a irmã poderia morar com ela. Entretanto não houve acerto e o casal continuou morando no prédio da antiga escola. Conforme Maristela, o companheiro de Márcia se comprometeu em providenciar uma moradia na Vila Cachoeirinha, entretanto, há quatro meses o pedido de saída foi feito e o casal insiste em permanecer no local. O casal já pediu apoio do setor de Habitação do município, ciente de que invadiu um espaço público. A assistente social do Creas ressalta que possivelmente deverá ser solicitado o apoio da Polícia Militar para a retirada do casal do local. Maristela reitera que o casal possui renda e pode alugar um espaço para morar, haja vista que Márcia Rotler está em idade laboral, bem como o companheiro que já trabalha.

   Após receber denúncias a Central de Jornalismo da Rádio Catarinense deslocou uma equipe de reportagem até a antiga escola estadual Passos Maia onde constatou a situação. O prédio foi invadido e o casal transformou uma sala de aula em quarto. Márcia Rotler, 50 anos, ex-presidiária, relatou a Rádio Catarinense que ela e o namorado escolheram o local como abrigo, pois não tem onde morar. Após sair da cadeia Márcio tentou dividir uma casa com uma irmã, mas a convivência acabou não dando certo. O prédio não tem luz e nem água e as condições de sobrevivência são precárias. “Ontem mesmo eu tinha que lavar umas roupas e acabei lavando elas numa poça no chão, pois aqui não tem água” disse ela. O casal vive com doação de alimentos da comunidade e não tem para onde ir. Márcia Rotler quer que a prefeitura de Joaçaba resolva a situação já que em breve eles terão que desocupar o imóvel, que será transformado no Centro de Reabilitação do Governo do Estado.

Fonte: Rádio Catarinense
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