Gambá é morto por cães e filhotes padecem na rua ao lado da mãe

Fato gerou comoção de moradores no bairro Tobias em Joaçaba

Geral
05/09/2013

  O abate de um animal silvestre por cães na manhã desta quinta-feira (05) comoveu moradores da rua Amado Borges de Castilhos no bairro Tobias em Joaçaba. Um gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) espécie popularmente conhecida como raposa, ficou exposto na rua com seis filhotes famintos. O fato chegou ao conhecimento da Central de Jornalismo da Rádio Catarinense através da moradora Marilene Rodrigues. Ela disse que ficou sensibilizada com o fato de o animal ter morrido no ataque dos cães e os filhotes estarem padecendo. Cinco filhotes estavam agarrados no corpo da mãe e um estava assustado em meio a um canteiro. Sem saber o que fazer, ela procurou a reportagem que foi até o local e, por sua vez, contatou a Polícia Militar Ambiental. Prontamente os soldados Luciano e Evandro se deslocaram e fizeram o recolhimento da carcaça e dos filhotes. A carcaça da raposa foi encaminhada ao aterro sanitário de Erval Velho. Já em relação aos filhotes a Polícia Ambiental irá analisar as providências a serem tomadas, uma vez que a instituição não conta com recursos financeiros para atendimentos desse gênero. “Isso está sendo um problema para a Polícia Ambiental, pois não dispomos de recursos financeiros para arcar com as despesas de alimentação e tratamento veterinário”. Porém, pelo porte dos filhotes ele acredita que provavelmente sobreviverão. Conforme soldado Evandro Botega, mesmo com a presença da espécie no perímetro urbano sendo constante, esse tipo de atendimento é pouco comum. Soldado Botega enalteceu a atitude da moradora Marilene Rodrigues que entrou em contato com a imprensa e com o órgão ambiental. “E quando acontecer esse tipo de fato a gente sugere que seja tomada a mesma atitude, e está de parabéns a moradora da rua”, destaca.

A espécie

O gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris), também conhecido como timbu, é um marsupial (mamífero cujo desenvolvimento das crias se processa principalmente fora do corpo das fêmeas, dentro de uma bolsa, o marsúpio) comumente encontrado no Brasil inteiro. Vive em vários ecossistemas, como o cerrado, a caatinga, os banhados e o pantanal, habitando capoeiras, capões, matas e áreas de lavoura, além de se adaptar muito bem à zona urbana, onde encontra farta e variada alimentação em meio aos dejetos domésticos. Como todo gambá, ele também emite líquido fétido das glândulas axilares, que utiliza como defesa e na fase do cio, para chamar o parceiro.

Fonte: Rádio Catarinense
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