Alunos de Escola Pública de Joaçaba recebem Cartilha com material obsceno

Mãe ficou surpresa ao analisar material que o filho estava lendo

Geral
11/09/2013

   Uma cartilha com cunho didático, criada pelos Ministérios da Saúde e da Educação, gerou indignação e revolta para a mãe de um aluno de 8 anos da Escola Estadual Deputado Nelson Pedrini de Joaçaba. A cartilha intitulada “Tô Crescendo” contém material impróprio para crianças, pois está ilustrada com fotos obscenas. Na capa da cartilha foi usada a ilustração de duas crianças e a recomendação de leitura para faixa etária de 7 a 9 anos. Logo nas primeiras páginas, aparece uma mulher com os seios de fora. Mais adiante, órgãos genitais masculinos e femininos expostos e um casal nu na cama praticando sexo. Na última página, o autor, sugere como atividade e deixa espaço em branco para que a criança desenhe sua história, mostrando como nascem os bebês.

   A mãe Carmelinda da Silva relatou a Rádio Catarinense que o filho recebeu a cartilha no começo deste ano na sala de aula de um homem que estava fazendo a distribuição a todos os alunos. Ela só descobriu que existia material impróprio depois que foi alertada por uma amiga. “Eu fui procurar pelo material do meu filho e vi aquela capa bonita e quando comecei folhar fiquei apavorada com o conteúdo que induz a masturbação, sexo, prazer, com muitas cenas de sexo” disse a mãe.

  Ela informou a Rádio Catarinense que outros alunos também receberam a cartilha e pediu para que as mães analisem o conteúdo do material que foi entregue as crianças.  

  A cartilha foi produzida pelo Governo Federal em 1997 através do Ministério da Saúde e logo depois de entregue as Escolas acabou sendo recolhida. Acontece que em muitas escolas, as cartilhas acabaram ficando nas bibliotecas. 

  A diretora da Escola Deputado Nelson Pedrini, Edina Ungericht, informou a Rádio Catarinense que as cartilhas foram distribuídas aos alunos pela própria escola. Segundo ela este material, oriundo do Governo Federal, estava na biblioteca e acabou sendo doado aos estudantes quando a mesma foi relocada para outra sala. Ela respeita a posição da mãe, mas entende que não se trata de material impróprio “É um tema que nós trabalhamos em sala  e a gente procura passar de forma correta, para que eles não aprendam nas ruas e esse conteúdo é para crianças de 7 a 9 anos e não cometemos nenhum erro”, disse ela.

 A Rádio Catarinense utilizou tarjas pretas nas fotos que ilustram esta matéria. Na cartilha o mesmo cuidado não foi tomado. A mãe ficou preocupada com a situação após assistir a um vídeo da advogada Damares Alves de SP, que alertou para o problema:

Fonte: Rádio Catarinense
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