Advogado da mulher que jogou a filha no rio em Joaçaba desiste de recursos e quer júri popular

Decisão visa evitar tempo maior de prisão da ré sem julgamento

Geral
22/10/2013

   Depois de ter vários pedidos negados e outros que estão há vários meses aguardando apreciação a defesa da mulher que jogou a filha recém-nascida no Rio do Peixe em Joaçaba desistiu dos recursos para tentar a liberdade da ré. O advogado Leocir Antônio Carneiro, decidiu que pretende levar a júri Marisa Hoffmann, que teria jogado o próprio bebê com poucas horas de vida no rio. Conforme o processo, no dia 21 de janeiro de 2012, Marisa Hoffmann, então com 32 anos, teria jogado a filha Valentina da passarela Atílio Pagnonceli causando a morte do bebê por afogamento. A criança foi encontrada por um casal de pescadores. Marisa Hoffmann, que morava no interior de Ibicaré, responde a processo por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Segundo o Ministério Público, a ré já era por duas vezes mãe solteira e teria escondido da família e da sociedade a nova gravidez. No entendimento do Ministério Público, a ré agiu de forma livre e consciente, não sob a influência de estado puerperal, e o motivo do crime foi torpe, ou seja, a intenção de que ninguém ficasse sabendo da gravidez, a fim de escapar das censuras sociais e familiares. Conforme Leocir Carneiro, um dos recursos está no Superior Tribunal de Justiça em Brasília e não tem previsão para ser votado pelos ministros. Conforme Carneiro, abdicando dos recursos a defesa pretende evitar que Marisa Hoffmann permaneça por mais tempo presa preventivamente sem ter sido julgada, encaminhamento que foi dado pela Vara Criminal de Joaçaba em sentença de pronúncia. Leocir Carneiro afirma que está tranquilo quanto ao júri popular e argumenta que Marisa Hoffmann estava perturbada psicologicamente quando jogou a própria filha no rio. Carneiro quer desqualificar o homicídio qualificado para homicídio simples, cometido sob o estado puerperal, que é a principal tese da defesa. Com a decisão da defesa de desistir dos recursos a data do júri deverá ser marcada pelo juiz Marcio Umberto Bragaglia.

Fonte: Rádio Catarinense
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