Justiça define data do júri da mãe que jogou filha recém-nascida no Rio do Peixe em Joaçaba

Promotor afirma que pedirá a pena máxima para Marisa Hoffmann

Geral
23/10/2013

    Após ter sido tornada pública a desistência do advogado de defesa a Justiça de Joaçaba definiu a data do júri popular da mãe que jogou a flha recém-nascida no Rio do Peixe em Joaçaba. O júri será realizado no dia 29 de Novembro com início às 09h no Fórum de Joaçaba e presidido pelo juiz Marcio Umberto Bragaglia. No dia 13 acontecerá o sorteio dos jurados que serão convocados para comparecer ao plenário. Nesta segunda-feira (21) a Rádio Catarinense divulgou a informação de que o advogado Leocir Antônio Carneiro havia desistido dos recursos para tentar a liberdade da ré Marisa Hoffmann, de 33 anos. Conforme Leocir Carneiro, um dos recursos está no Superior Tribunal de Justiça em Brasília e não tem previsão para ser votado pelos ministros. Conforme o advogado, abdicando dos recursos a defesa pretende evitar que Marisa Hoffmann permaneça por mais tempo presa preventivamente sem ter sido julgada. Na tarde desta terça-feira, o promotor de Justiça da Vara Criminal da comarca de Joaçaba, Protásio Campos Neto, que atuará na acusação, afirma que desde que atua na comarca de Joaçaba este é o crime mais chocante da carreira dele. “Eu estou aqui em Joaçaba há quase 16 anos, fiz 52 júris aqui em Joaçaba, eu posso dizer que é o crime mais chocante que eu vi na minha vida, são 21 anos de Promotoria, eu jamais vi alguma coisa semelhante em minha vida”, confessa. Conforme Protásio, as fotografias que existem no processo e serão mostradas aos jurados no dia júri, segundo ele, por si só dizem tudo. “Se eu pudesse aplicar a pena máxima para essa senhora eu aplicaria, sem titubear”. O promotor da Vara Criminal reitera que a defesa da acusada tentará desqualificar o homicídio qualificado para homicídio simples (infanticídio), cuja pena é menor. Campos Neto pontua que o código penal prevê para crimes de homicídio qualificado pena de 12 a 30 anos. Conforme o processo, no dia 21 de janeiro de 2012, Marisa Hoffmann, então com 32 anos, teria jogado a filha Valentina da passarela Atílio Pagnonceli causando a morte do bebê por afogamento. A criança foi encontrada por um casal de pescadores. Marisa Hoffmann, que morava no interior de Ibicaré, responde a processo por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Segundo o Ministério Público, a ré já era por duas vezes mãe solteira e teria escondido da família e da sociedade a nova gravidez. No entendimento do Ministério Público, a ré agiu de forma livre e consciente, não sob a influência de estado puerperal, e o motivo do crime foi torpe, ou seja, a intenção de que ninguém ficasse sabendo da gravidez, a fim de escapar das censuras sociais e familiares. A defesa da ré afirma argumenta que Marisa Hoffmann estava perturbada psicologicamente quando jogou a própria filha no rio.

Fonte: Rádio Catarinense
* Todos os direitos reservados à Rádio Catarinense.
* Não é permitida a reprodução total ou parcial desta publicação ou de qualquer material que compõem a mesma sem autorização prévia.

ENDEREÇO
Rádio Catarinense AM/FM
Avenida XV de Novembro, 608
Joaçaba-SC
CEP: 89600-000

E-MAILS
Secretaria:
central@radiocatarinense.com.br

Estudio:
estudio@radiocatarinense.com.br

Jornalismo:
jornalismo@radiocatarinense.com.br

Gerência:
gerencia@radiocatarinense.com.br

FONES
Secretaria: (49) 3551-2424
Comunicadores: (49) 3551-2410 / 3551-2411
Jornalismo: (49) 3551-2414

OUÇA A CATARINENSE NO SEU CELULAR

* clique para fazer o download

Radio catarinense AM/FM