Após escândalo administração de Treze Tílias faz o recadastro do Bolsa Família

Pelo menos 60 cartões do programa foram bloqueados até o momento

Geral
08/11/2013

    Após a apreensão de 30 cartões do programa Bolsa-Família, do governo federal, pela Polícia Federal em Joaçaba na casa de uma ex-secretária de Assistência Social de Treze Tílias, a administração de Treze Tílias fez um pente-fino na lista dos beneficiários para saber se o benefício estava sendo concedido a famílias enquadradas nos critérios do programa. Os cartões, sendo 21 do Bolsa Família, um do Bolsa Escola, um do Bolsa Alimentação e quatro do Cartão do Cidadão eram utilizados para saques irregulares. Conforme a Polícia Federal, a investigação durou pouco mais de um mês. A ex-secretária era monitorada através de dois cartões, alvo de uma denúncia. Na atualização dos cadastros do programa em Treze Tílias, pelo menos 60 cartões foram bloqueados pela administração, conforme o secretário de Desenvolvimento Social e Comunitário de Treze Tílias, José Carlos Toporoski. Em contato com a Rádio Catarinense, ele disse que a apuração que culminou com a apreensão dos cartões teve ponto de partida denúncias de beneficiários que não estariam recebendo os valores. O secretário de Desenvolvimento Social e Comunitário de Treze Tílias adianta que o município aguarda a conclusão do inquérito pela Polícia Federal. José Carlos Toporoski ressalta que o bloqueio acontece automaticamente através de um banco de dados que cruza informações e verifica a real necessidade de cada família atendida pelo programa Bolsa Família. Recentemente o consultor jurídico da prefeitura de Treze Tílias, Leocir Antônio Carneiro, afirmou em entrevista a Rádio Catarinense, que assim que receber a conclusão inquérito da Polícia Federal a administração deverá entrar com ação judicial para cobrar os valores obtidos indevidamente pela ex-secretária de Assistência Social. Segundo a Polícia Federal, todos os documentos seriam de pessoas que não se enquadravam mais nos critérios do programa e, assim, deixariam de receber o valor mensal a que tinham direito. Porém, ela teria manipulado os dados fazendo com que a conta continuasse ativa. Em um dos cartões, que teve o uso irregular comprovado pelas investigações, a secretária retirou R$ 204 todos os meses, desde o início do ano. Os ganhos, porém, devem ser bem maiores, já que o uso dos demais documentos ainda não foi comprovado. A ex-secretária não foi presa, porque não houve flagrante. O nome dela não foi divulgado.

Fonte: Rádio Catarinense
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