Marisa Hoffmann é condenada, mas cumprirá pena em liberdade

Pena de 8 anos no aberto surpreendeu até mesmo o advogado de defesa

Geral
29/11/2013

Foi julgada no fórum da comarca de Joaçaba nesta sexta-feira (29) a mãe acusada de jogar a filha no Rio do Peixe em Joaçaba. O júri iniciou pela manhã e encerrou por volta das 17h30. O conselho de sentença condenou Marisa Hoffmann, de 33 anos, por homicídio simples. A pena é de 8 anos em regime aberto. Marisa estava presa há quase dois anos. Ela tem ainda seis meses de remissão. Sempre com a cabeça baixa, em diversos momentos do júri ela chorou. O público era formado na maioria por estudantes de Direito ou ligados à área jurídica. O júri presidido pelo juiz Márcio Umberto Bragaglia. Na acusação atuou o promotor de Justiça Protasio Campos Neto. Marisa Hoffmann era acusada de jogar a filha recém-nascida no Rio do Peixe em Joaçaba, no começo do ano passado. O advogado de defesa dela, Leocir Antônio Carneiro, ficou surpreso com o resultado do júri. Ele tentava caracterizar o crime como infanticídio, com pena branda em comparação com homicídio. Assim que foi lida a sentença Marisa saiu do fórum acompanhada da mãe e foi para casa em Ibicaré.

Detalhes do júri:

Marisa contou durante o julgamento que não precisou usar nenhum tipo de artifício para esconder a gravidez, como cinta liga, que apenas usava camiseta e que a barriga não era saliente. Ela inventou a necessidade de ter que fazer uma cirurgia de cisto para ir ao hospital. Alegação foi para pedir carona ao vizinho, já que escondia a gravidez. Ela também disse que tentou se matar com uma corda quando estava no presídio de Caçador. Quando deu entrada no presídio de Joaçaba ela foi agredida pelas colegas de cela, motivo que levaram à transferência dela para outra unidade prisional. Ela disse que, se pudesse, voltaria no tempo e não faria o que fez. Garante que esse tempo na prisão serviu como lição. Antes de jogar filha no Rio do Peixe Marisa deu um beijo na filha e disse que a amava. A criança que tinha poucas horas de vida, foi jogada da passarela Atílio Pagnoncelli, que liga Joaçaba e Herval d' Oeste.

No julgamento uma testemunha afirmou ao promotor que no dia que Marisa Hoffmann teve alta do Hospital Universitário Santa Terezinha em Joaçaba ela estava bem vestida e com tranças no cabelo e que não falava coisas desconexas, demonstrando lucidez. A ré tem outras duas filhas e morava com os pais em linha Gramado dos Leites, interior de Ibicaré.

As oito perguntas feitas aos jurados:

- O bebê faleceu vítima de afogamento?

4 sim

- A acusada foi quem jogou a criança no rio?

4 sim

- A acusada lançou a menina sob a influência do estado puerperal?

4 não

homicídio

- Os jurados absolvem a acusada?

4 não

- Marisa ao lançar a filha no rio o fez em virtude do estado de saúde mental, por isso parcialmente impossibilitada de se controlar?

4 não e 1 sim

- A acusada cometeu o crime por motivo torpe?

4 não e 1 sim

- A acusada agiu impossibilitando defesa da vítima?

4 não e 3 sim

- O crime foi praticado contra pessoa menor de 14 anos?

4 sim

Fonte: Rádio Catarinense
* Todos os direitos reservados à Rádio Catarinense.
* Não é permitida a reprodução total ou parcial desta publicação ou de qualquer material que compõem a mesma sem autorização prévia.

ENDEREÇO
Rádio Catarinense AM/FM
Avenida XV de Novembro, 608
Joaçaba-SC
CEP: 89600-000

E-MAILS
Secretaria:
central@radiocatarinense.com.br

Estudio:
estudio@radiocatarinense.com.br

Jornalismo:
jornalismo@radiocatarinense.com.br

Gerência:
gerencia@radiocatarinense.com.br

FONES
Secretaria: (49) 3551-2424
Comunicadores: (49) 3551-2410 / 3551-2411
Jornalismo: (49) 3551-2414

OUÇA A CATARINENSE NO SEU CELULAR

* clique para fazer o download

Radio catarinense AM/FM