Geral
11/12/2013 O prefeito de Erval Velho, Walter Kléber Kucher Junior (PMDB) se manifestou à imprensa pela primeira depois que foi posto em liberdade no sábado (07) pelo Ministério Público, que investiga crimes de formação de quadrilha, fraudes em licitação e crimes contra a Administração Pública nas regiões serrana, meio-oeste e oeste catarinense. O prefeito estava detido temporariamente no presídio regional de Lages desde o dia 28 de novembro, quando foi deflagrada a Operação “Fundo do Poço” por uma força-tarefa do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). O município firmou contratos com empresa investigada por fraudes em licitações e que prestou serviços de perfuração de poços artesianos em Erval Velho.
Em entrevista a Rádio Catarinense na manhã desta quarta-feira (11), Kucher Junior ressaltou que são investigados dois contratos à época em que ele era secretário de Administração na gestão anterior, entre os anos de 2010, 2011 e 2012. “Fiquei à disposição da justiça em Lages para esclarecimentos sobre esses contratos”. O prefeito ressaltou que tem em mãos comparativos com poços artesianos perfurados em outros anos pelo município, bem como de particulares, que demonstram que os valores aplicados nos contratos investigados são menores. “Essas contratações feitas na época elas foram todas precedidas de processo licitatório cumprindo toda a questão legal que se determina a lei para contratação de empresas”.
Ele cita como exemplo um dos poços perfurados de 509 metros de profundidade, de oito polegadas, que custou R$ 82 mil, enquanto que outros com praticamente a mesma dimensão tiveram preço mais alto. Os dois, perfurados no interior, custaram aproximadamente R$ 175 mil, beneficiando as comunidades de Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora da Saúde, Barra Fria e Linha Despraiado. “Então aí a gente tem um comparativo verdadeiro dos preços praticados nos nossos contratos”. O GAECO recolheu para análise documentos do município e ouviu testemunhas. Todos os passos estão sendo acompanhados pelos advogados do prefeito. Kucher Junior frisou ainda que uma comissão dos produtores acompanhou os trabalhos de perfuração dos poços e instalação das redes de água. Entretanto, ele não sabe dizer como o MP chegou a esses contratos que são investigados. “É o trabalho da justiça e eu como homem público estou à disposição colaborando para que o trabalho seja feito da melhor forma possível”.
O prefeito admite que ficou apreensivo diante da situação, mas que depois esteve tranquilo aguardando o prazo determinado pela Justiça, período em que teve apenas contato com advogado e familiares, salientando que teve um bom tratamento enquanto esteve detido no presídio regional de Lages. Por fim, Kucher Junior prefere não comentar sobre a forma em que a operação foi desenvolvida pelo GAECO. “Como eu estive esses dez dias à disposição lá [Lages], eu continuo à disposição, sendo aqui no município, como também tudo que eu tenho a qualquer um que queira saber, meus bens, minha conta bancária, não tenho o que esconder”.
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