Justiça nega liberdade a mulheres suspeitas de integrar quadrilha de assaltos a ônibus em SC, PR e S

Maila Ribeiro Morais e Roseli Moraes foram presas em Curitiba no dia 10 de setembro

Geral
26/12/2013

   A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou pedido de Habeas Corpus em favor de Maila Ribeiro Morais, 28 anos, e de Roseli Moraes, 29 anos, tia de Maila. As duas foram presas no dia 10 de setembro deste ano em Curitiba (PR) juntamente com Levi Pereira, 30 anos, Sidnei Ferreira de Amorim, 31 anos, e Márcio José Gonçalves Oliveira, 32 anos. A defesa entende que teria sido ato ilegal proferido pelo Juízo da Vara Criminal da comarca de Joaçaba, alegando que as duas sofrem constrangimento ilegal com a manutenção das prisões preventivas, que se deram em razão da prática, em tese, de delitos de roubos contra ônibus. O recurso aponta ainda que não está demonstrada a participação das rés nos crimes, até por serem esposas dos acusados, fazendo com que a prisão não seja fundamentada.A Procuradoria Geral de Justiça emitiu parecer contrário. O relator da matéria fundamentou a decisão com base em que a prisão de Roseli Moraes foi decretada em virtude de sua convivência com Sidnei Ferreira Amorim, por estar na posse de um telefone supostamente roubado de uma das vítimas de roubo e pelos diversos contatos com conversas suspeitas e, supostamente relacionadas às ações criminosas. Maila Ribeiro Morais, por sua vez, é companheira de Levi Pereira, outro forte suspeito de integrar quadrilha de roubo a ônibus, e que conhece Sidnei Ferreira Amorim e Márcio José Gonçalves Oliveira, outro suspeito e parente de Roseli Morais, que, conforme a polícia, teria participado ativamente em ao menos uma das supostas ações cometidas pelo grupo, auxiliando Sidnei a encontrar Roseli quando havia se perdido durante o resgate do dia 16 de setembro após o roubo a dois ônibus na rodovia Régis Bittencourt, na cidade de Cajati/SP. Na residência de Maila a polícia encontrou um revólver calibre 28, recentemente adquirido, que ela não explicou a origem. “De mais a mais, por ser companheira de Levi Pereira, conhecer os demais envolvidos e trabalhar na loja de celulares diariamente é difícil crer que ela não soubesse da trama criminosa que supostamente se desenvolvia a seu redor”, apontou o relator. O magistrado destaca ainda que por se tratar de investigação complexa, que envolveria suposta quadrilha perigosa e bastante especializada na prática de roubos contra ônibus, seria prematura a soltura neste momento, haja vista que qualquer um dos supostos integrantes poderia prejudicar a instrução ou a busca de mais elementos de prova. “De qualquer modo, estão concretamente demonstrados elementos que indicam a necessidade da prisão, como a manutenção da ordem pública, consubstanciada na gravidade dos supostos delitos, teoricamente praticados reiteradas vezes, em mais de um estado da federação e com modus operandi que indica preparo e expertise no cometimento de roubos”. Outro fator anotado na justificativa da rejeição do recurso, é que durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça de Joaçaba, a polícia, em uma das maiores operações dos últimos tempos, encontrou com um dos suspeitos dois fuzis, uma metralhadora, quatro pistolas, farta munição de todos os calibres, uniformes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Civil e de empresas que prestam limpeza em rodovias, rádios comunicadores, botas tipo coturno, um revólver calibre 38 e outros objetos. “A quantidade e a natureza do que foi apreendido ressoa, a meu ver, na periculosidade de todos os envolvidos, o que determina a prisão, até para evitar a reiteração de condutas”, finaliza.

Os cinco suspeitos de integrar uma quadrilha que realizava assaltos a ônibus de excursão nos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo foi apresentada à imprensa na manhã do dia 11 de setembro na Delegacia Regional de Polícia de Joaçaba. Eles foram transferidos da sede da Diretoria Estadual de Investigações Civis (DEIC) em Florianópolis. Eles foram ouvidos na comarca de Joaçaba, a qual expediu os mandados de prisão. Os presos são Maila Ribeiro Moraes, de 28 anos, Roseli Moraes, de 29 anos, Levi Pereira de 30 anos, Sidnei de Amorim, de 31 anos, e Márcio de Oliveira, de 32 anos. Os cinco são suspeitos de terem assaltado ônibus na região de Joaçaba, incluindo os municípios de Campos Novos e Água Doce. Eles foram presos durante operação da Polícia Civil, em Curitiba (PR), nesta quinta-feira (10). Segundo o investigador da DIC de Joaçaba, Juliano Pedrini, a quadrilha cometia os assaltos em estradas de Santa Catarina, São Paulo e Paraná e, normalmente, se passava por falsos policiais rodoviários. A investigação da polícia iniciou em 2011. Com a quadrilha foram apreendidos dois fuzis, uma metralhadora, quatro pistolas, farta munição, miguelitos, coletes balísticos, rádios comunicadores, além de uniformes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) do Paraná. A quadrilha usavam réplicas de fardas da polícia e simulavam blitze para assaltar os ônibus. Conforme a polícia, as mulheres atuavam dirigindo os carros e levando as armas até o local onde seria feita a abordagem, além de dar fuga aos homens. Pereira e Amorim são suspeitos de liderar a quadrilha. Juntamente com Oliveira eles faziam as abordagens e os assaltos. Oliveira ainda guardava as armas e restante do material usado nos roubos. Foram apreendidos ainda notebooks, mais de 300 celulares provenientes das vítimas dos roubos e um veículo Gol usado nos assaltos. O delegado regional de Joaçaba, Ademir Tadeu de Oliveira, ressalta que esta foi uma das maiores operações da Polícia Civil nos últimos anos. Ele destaca o fato de não ter havido confronto e salienta que os suspeitos são considerados de alta periculosidade.

A prisão
A prisão ocorreu na Estrada Geral das Onças, zona rural a 30 quilômetros de Curitiba. Oito policiais civis catarinenses cercaram a chácara do suspeito de guardar o armamento da maior considerada maior quadrilha de assalto a ônibus de sacoleiros do Sul do país. A quadrilha que não tinha, até então, nenhuma passagem pela polícia agiria simulando blitze em pelo menos 15 roubos em rodovias de SC, PR, SP e RS. Nenhum tiro foi disparado. O armamento restrito das forças de segurança estava escondido na parte externa da casa, armazenado num tonel com tampa de madeira, dentro de um alçapão camuflado sob um piso de tijolos. Conforme a investigação da polícia que duraram seis meses a quadrilha agiria desde 2011. As vítimas eram obrigadas a tirar a roupa e ficarem trancadas no bagageiro dos coletivos. O bando também é acusado de roubar caminhões e máquinas agrícolas. Roseli é irmã de Nestor Morais, preso em Caçador por assalto a ônibus em SC e SP. O irmão dele também está preso por assalto a ônibus e homicídios, incluindo o de um policial do PR. Os cinco foram presos preventivamente e transferidos para Joaçaba. Foram indiciados por formação de quadrilha, roubo, posse de arma de calibre restrito e posse ilegal de arma.

Fonte: Rádio Catarinense
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