HUST é um dos 15 hospitais referência no estado em captação de órgãos

Sistema estadual de transplantes é composto de 47 unidades

Geral
13/01/2014

   Mais uma vez Santa Catarina ficou bem colocada no ranking de transplantes de órgãos no país. De acordo estatística elaborada pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o Estado se destaca pelo número de voluntários. Em 2013, a média de SC ficou em 26,8 doadores por milhão de habitantes. Isso coloca SC no topo do ranking. Em entrevista a Rádio Catarinense, o coordenador do SC Transplantes, o médico Joel de Andrade, destaca que dos seis últimos anos - com exceção de 2010 quando SC ficou em segundo lugar atrás apenas de São Paulo - em todos os outros o Estado liderou o ranking nacional de doações. Hoje, enquanto a média nacional é de 13 doadores por milhão de habitantes, Santa Catarina tem 26,8 por milhão de habitantes. “Santa Catarina é destaque, tem um modelo de organização do sistema estadual de transplantes que não é uma invenção nossa, é baseado no melhor modelo do mundo que é o espanhol, e o que está provado nesses oito anos à frente da SC Transplantes é que é possível adaptar esse modelo de gestão europeu, da Espanha, para Santa Catarina, e Santa Catarina tentando adaptar, não é copiar, esse modelo, atingiu os melhores resultados do país”. Andrade reitera que se trata de doadores efetivos, ou seja, quando se retiram e se implantam os órgãos, uma vez que autorizações foram 30 por milhão de população. No ano passado em 14 situações a família autorizou a doação, mas que acabou prejudicada por tumores, infecções, entre outros empecilhos, e outras 11 em que o paciente teve parada cardíaca antes da retirada dos órgãos, não permitindo, desta forma, a retirada dos órgãos para transplantes. Segundo Andrade, 1, 2 mil catarinenses esperam por transplantes. O trabalho da SC Transplantes, de acordo com ele, é para minimizar o tempo de espera. “E nós temos lutado para aprimorar esse sistema para fazer com que esses pacientes esperam o mínimo tempo possível n a fila de espera antes de receber o transplante”. Ele frisa que é um trabalho que depende, fundamentalmente, da solidariedade da população através de uma consciência social.

Estrutura

O coordenador da SC Transplantes, Joel de Andrade, revela que sete cirurgiões compõem o quadro do órgão. Basicamente três cirurgiões são os responsáveis pela retirada de órgãos no estado inteiro. Eles recebem o apoio de profissionais em Videira, Chapecó, Joinville e Criciúma. Quando são captações de pulmão, são chamados médicos de Porto Alegre/RS. Já quando o transplante é de coração os acionados são de Curitiba/PR ou São Paulo. A SC Transplantes é composta de 25 servidores da secretaria de estado da Saúde que cuidam do dos registros dos receptores, das notificações de mortes encefálicas e da distribuição dos órgãos através de um sistema informatizado. Andrade explica que, para Joaçaba, quando há transplantes, são deslocadas quatro equipes  para retirada de pulmão, coração, fígado e rins e pâncreas). Segundo Joel de Andrade, uma doação envolve pelo menos 100 profissionais, entre médicos, enfermeiros, assistentes sociais, fisioterapeutas, batedores da Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, motoristas e funcionários do hospital.

HUST é destaque

O coordenador da SC Transplantes que o Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST) tem papel fundamental no sistema de transplantes do estado. De acordo com ele, o HUST está entre os 15 principais hospitais do sistema estadual de transplantes no quesito captação. O HUST é referência regional para neurocirurgia, e proporcionalmente, tem um grande potencial. O sistema estadual é composto de 47 hospitais. “Desde 2005 o HUST participa e tem o papel de protagonismo. Até maio do ano passado os funcionários do HUST trabalhavam de forma voluntária, e passaram a receber algum valor a partir de então”, exemplifica. “Sempre encontraram o maior apoio e respeito no HUST”. Joel da Andrade reforça que a oscilação anual no número de doações é normal. Ele salienta que, para ser doador, é necessário apenas comunicar a família. “Em 100% das situações a família respeita a vontade do indivíduo”, assegura. Andrade comenta que para elaborar um juízo de valor se a pessoa quer ou não ser uma doadora de órgãos, uma pergunta simples deve ser levada em conta. “Se meu filho precisar de um transplante, eu quero que ele receba? Se eu precisar de um transplante eu quero receber? Se o meu pai ou minha mãe precisar de um transplante eu quero que eles recebam? Se a resposta for sim eu já sei se eu sou um doador ou não”, finaliza.

Estatística

A Rádio Catarinense teve acesso à estatística de doações no HUST nos últimos seis anos, de 2007 a 2013. Confira:

Doações/Transplantes

Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST)

2013

Notificações: 6

Doação: 0

Recusa: 3 (50%)

Parada cardíaca (PCR): 1 (17%)

Contraindicação: 2 (33%)

PCR

Notificações: 54

Doação: 3

Contraindicação: 18

Outros: 33

Córnea: 15

2012

Notificações: 3

Doações: 2

PCR: 1

PCR

Notificações: 134

Doação: 13

Recusa: 5

Contraindicação: 58

Outros: 58

Córnea: 8

2011

Notificações: 11

Doações: 5

Recusa: 2

PCR: 3

Contraindicação: 1

PCR

Notificação: 107

Doação: 5

Recusa: 6

Contraindicação: 47

Outros: 49

Córnea: 10

2010

Notificações: 5

Doações: 0

Recusa: 4

Parada cardiorrespiratória (PCR): 1

Parada cardiorrespiratória

Notificações: 30

Doação: 12 (25%)

Recusa: 1 (7,69%)

Contraindicação: 11

Outros: 6

Córnea: 19

2009

Doação: 1

2008

Doação: 1

2007

Doação: 0

Para Joel de Andrade não ter havido doador nas seis notificações no ano passado não preocupa. Ele esclarece que se busca sempre possibilitar ao máximo os transplantes. Ele explica que são feitas auditorias de todas as mortes ocorridas na UTI para verificar se em alguma situação o paciente que morreu de morte encefálica não teve notificação. Segundo a SC Transplantes, até dezembro de 2013 foram feitos 1174 transplantes, 139 a mais do que em 2012. Outro motivo para comemorar foi o fato da fila de espera por uma doação ter diminuído em relação ao ano passado, que caiu de 1401 para 1206.

 Como posso ser doador?

— Hoje, no Brasil, para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, em nenhum documento. Basta comunicar a família do desejo da doação, que só ocorre após autorização familiar.

Que tipos de doador existem?

— Doador vivo - Qualquer pessoa saudável que concorde com a doação. Pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Os não parentes só podem doar com autorização judicial.

— Doador cadáver - São pacientes em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral). A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico como qualquer outra cirurgia.

Quais órgãos e tecidos podem ser obtidos de um doador cadáver?

— Coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rins, córneas, veias, ossos e tendões.

Para quem vão os órgãos?

— Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado e controlada pelo Ministério Público.

Como posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?

— Não existe dúvida quanto ao diagnóstico, pois é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Dois médicos de diferentes áreas examinam o paciente, sempre com a comprovação de um exame complementar.

Após a doação o corpo fica deformado?

— Não. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra e o doador poderá ser velado normalmente.

Fonte: SC Transplantes

No dia 19 de novembro de 2012 a Rádio Catarinense acompanhou a logística de transporte de órgãos captados no Hospital Universitário Santa Terezinha em Joaçaba. Relembre clicando aqui

Fonte: Rádio Catarinense
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