Geral
24/01/2014 A reportagem da Rádio Catarinense foi conferir a situação calamitosa que vive uma família na rua São Paulo, bairro Vila Rica em Herval d’ Oeste. Na residência moram a mãe e cinco filhos (um de 19 anos, um de 17 anos, um de 16 anos, um de 13 anos e um de oito anos). São três residências próximas no mesmo terreno, incluindo a da avó, de 67 anos. No local, o repórter Paulo César constatou as condições precárias. Um rato foi visto na cozinha. Há lixo espalhado por toda a casa, restos de móveis e o banheiro um caos. Entretanto, a moradora tem emprego e mantém a casa com o salário e com a pensão pela morte do marido. As condições de vida da família são calamitosas. Segundo vizinhos, há pelo menos sete anos o problema se arrasta. A casa não possui nem mesmo água potável. Um poço nas proximidades é utilizado pela família. A moradora disse que não recebe nenhum benefício de programa social. Ela não esconde que necessita de ajuda. O caso veio à tona nesta semana decorrente de uma ocorrência policial. A Polícia Militar foi chamada para atender uma ocorrência de ameaça. Os suspeitos fugiram. Com autorização os policiais entraram na residência. Segundo o tenente Thales Cardano Fortes Meneses, o que chamou atenção dos policiais foram as condições da residência em total estado de abandono. A mulher que estava na casa se identificou como a mãe dos agressores, porém, não soube precisar sobre a criação dos filhos. “Ela não soube dizer onde eles andavam, o que faziam da vida, meio que inerte em relação à criação dos próprios filhos”. Conforme o tenente havia alimentos estragados dentro da geladeira, em cima do fogão, muito lixo espalhado, comida estragada no chão, pacotes de alimentos abertos com fezes de rato e odor forte de urina do animal. A surpresa maior foi quando os irmãos, um menino de 8 anos e uma adolescente de 17 anos, filhos da dona da casa, foram encontrados deitados em um colchão fino, molhado, praticamente no chão, em condições subumanas de vida. “Impactou porque nós somos acostumados a adentrar a residência e combater o crime, mas o que chamou atenção foi a precariedade desse lar”, disse o oficial.
Nesta quinta-feira a Rádio Catarinense manteve contato com a conselheira tutelar Méri Latenick. Ela disse que o órgão esteve no local no dia dos fatos e que acompanha o caso, solicitando junto ao setor de Assistência Social do município ações que possam, pelo menos, amenizar a situação. Méri frisa que a família, diferentemente do que a mãe afirmou, já recebe benefícios do governo, e que é monitorada. “Conversamos com ela [mãe], juntamente com as assistentes sociais para ver o que a gente vai fazer, com certeza a gente acha que não dá para ficar no local porque lá realmente é para bicho ficar”, resume.
Nesta sexta-feira a reportagem procurou a secretária de Saúde de Herval d’ Oeste, Ivone Esquina. A secretária disse que o município faz o acompanhamento, mas fica limitada a atuação, por competências legais, inclusive, como a remoção da família do local ou até mesmo a construção ou reforma do imóvel. “É uma família classificada como de risco, então nós temos uma equipe da saúde da família lá, que abrange todo o bairro. Como nós não podemos abraçar totalmente o problema porque não temos êxito nos resultados, nós tentamos amenizar os danos ocasionados”. Ela cita orientações para evitar gravidez entre as adolescentes, orientação de combate ao uso de drogas, entre outros. Esquina destaca que ações mais rígidas quanto à situação dependem de órgãos como Conselho Tutelar e Assistência Social do município.
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