Embarque do PMDB na administração de Herval d' Oeste desagrada filiados ao partido

Ex-vereador Mauro Martini é um dos descontentes e afirma que 90% dos filiados reluta

Geral
19/03/2014

   O ingresso do PMDB na administração do prefeito Nelson Guindani não agradou parte dos filiados à sigla em Herval d' Oeste. O PMDB disputou a última eleição municipal com candidato a prefeito. Na semana passada o vereador e até então líder da bancada peemedebista na Câmara de Vereadores, Tomaz Conrado, assumiu a Secretaria de Habitação, oficializando a aliança com o PSD. A saída de Conrado abriu vaga no Legislativo ao suplente Clair Tessari. Conforme o ex-vereador e ex-candidato a prefeito em Herval d' Oeste na última eleição municipal, Mauro Martini, a decisão da Executiva do PMDB pegou de surpresa um grande número de filiados que se mostra contrário à adesão ao governo. “Não concordo e nunca concordei de o PMDB fazer parte da atual administração, tanto é que coloquei meu nome à disposição para ser candidato a prefeito, à época, justamente por não concordar assim como várias pessoas filiadas e que faziam parte do diretório do PMDB de Herval d' Oeste, aonde eu tive o aval da maioria do diretório para ser candidato justamente porque eu tinha esta posição de ser contrário à gestão”, lamenta. Martini afirma que mais de 90% do PMDB de Herval d' Oeste não concorda com a posição do partido. “Lamentamos porque foi uma decisão tomada pela executiva, talvez pela maioria, que envolve os três vereadores, presidente e alguns membros da executiva que têm acompanhado a administração desde o início do mandato”. Martini considera que houve conchavo político entre o prefeito e algumas lideranças peemedebistas que se mostraram aliadas ao governo desde o início do mandato. “O prefeito vai precisar dos votos dos três vereadores para aprovação das contas de 2012 que já foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas e a situação de 2013 tenho certeza que não vai ser diferente”, projeta. O ex-candidato ressalta que se o prefeito estivesse preocupado com partidos teria dado importância para que o PT que foi aliado na eleição e que, segundo ele, está esquecido. “Ele [Guindani] não está preocupado com o PMDB. Sentimos no dia a dia a insatisfação das lideranças e dos filiados pelo PMDB tomar essa posição”. Martini lembra que fez 33% dos votos e que a coligação oposicionista elegeu seis vereadores, ou seja, a maioria. “Acho que é um conchavo político que vem desde o começo da eleição, em troca da presidência da Câmara e cargos na administração. Estranha o presidente do partido ter aceito um cargo de confiança dentro da Câmara de Vereadores sem antes o PMDB ter tomado a decisão e discutido o assunto”. Martini informa que conversará com lideranças e filiados ao PMDB e tentará se reunir com a Executiva do partido para que ela possa explicar para todos o porquê da decisão do embarque na administração.

Fonte: Rádio Catarinense
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