LHS revela que, se reeleito, governador deverá renunciar para se candidatar ao Senado em 2018

Com a manobra PMDB poderá assumir o governo e disputar a reeleição

Geral
25/03/2014

    Durante visita a Joaçaba na última sexta-feira (21) o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), considerado nos bastidores políticos o mentor da coligação que elegeu o atual governador Raimundo Colombo (PSD) e o vice Eduardo Pinho Moreira (PMDB) fez uma revelação importante sobre a costura política visando as eleições de 2014 e de 2018. Em entrevista a Rádio Catarinense, LHS defendeu com veemência a manutenção da aliança entre PMDB e PSD para tentar a reeleição de Colombo.

   O senador acredita que a maioria expressiva do partido vai manter a coligação sob entendimento de se manter o bom senso e o equilíbrio da disputa eleitoral. “Nós somos governo, o vice-governador é nosso, Colombo e Eduardo foram eleitos sobre regras de reeleição, por outro lado nós temos com a reeleição do Colombo a perspectiva clara de reeleger o governador em 2018”, reitera.

   LHS salienta que o grupo que defende a reeleição de Colombo com o PMDB indicando o vice não tem nenhuma divergência com os companheiros de partido que entendem que o PMDB deve disputar o governo nesta eleição. “Só entendemos que não há condições de fazê-lo agora. Poderíamos se quiséssemos e tivéssemos realmente esse projeto, ter deixado o governo há dois anos”, adverte.

    O senador lembra a posição do partido em Joinville, no Norte do estado, quando o PMDB integrava o governo do prefeito Carlito Merss (PT) como fizemos em Joinville e faltando um ano e meio para a eleição entregou todos os cargos de confiança e anunciou a disposição de disputar a prefeitura. “Nós estávamos no governo do PT e um ano e meio antes entregamos todos os cargos, fomos ao prefeito e dissemos que nós queríamos disputar a eleição”, recorda.

   LHS destaca que o partido administra as secretarias de Saúde (Tânia Eberhardt) e Infraestrutura (Valdir Cobalchini) e não há condições de querer encabeçar candidatura agora criticando esses setores que o próprio partido encabeça. “Como é que nós vamos ter uma candidatura criticando esses setores tão vitais administrados pelo PMDB”. Sobre a proximidade do governador Raimundo Colombo com a presidente Dilma Rousseff, LHS elogia a gestão da petista. “A presidente Dilma foi muito generosa com o governador. Ele tem um volume de recursos acima de R$ 7 milhões e só pode gastar agora R$ 500 milhões. No segundo mandato será um canteiro de obras esse estado, obras que demandam pelo menos um ano e meio com projetos, desapropriação, licença ambiental, entre outros”, projeta.

    LHS pontua ainda que a aliança do PMDB com o PT em nível federal é natural, uma vez que os peemedebistas contam com o vice-presidente Michel Temer. Por fim, o senador considera salutar a discussão interna promovida por lideranças como o deputado federal Mauro Mariani e o ex-prefeito de Florianópolis, Dário Berger, para que o PMDB tenha candidato próprio nas eleições deste ano. “O PMDB sempre foi um partido do diálogo, do debate interno, também quero que o PMDB tenha candidato em 2018”.

   LHS revelou que as conversas de bastidores sinalizam para que em 2018 o governador Raimundo Colombo serja candidato a Senador e que então o PMDB assume o governo com candidato à reeleição. “Esse é o encaminhamento natural da política”, finaliza.

Fonte: Rádio Catarinense
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