Homem que matou policial rodoviário é recapturado em Catanduvas

Santino Narciso Pereira estava foragido da penitenciária de Palhoça

Geral
07/04/2014

   A Polícia Civil e Militar de Catanduvas prendeu na noite deste domingo (06) um homem foragido da Justiça e condenado a 79 anos e três meses pela morte do policial rodoviário federal Vítor Camargo Neto em 1998 em Vargem Bonita. A informação recebida pela Polícia era de que Santino Narciso Pereira estaria em Catanduvas nas imediações da SC-454, próximo à empresa Automatic. Ele estaria vestindo uma camisa branca listrada e calça jeans escura. Diante a polícia foi ao local e se deparou com o suspeito. No momento da abordagem o foragido tentou ludibriar os policiais repassando o nome de seu irmão. No entanto, os policiais Roberto Carlos Nunes (Civil) e Diego Borsói (PM) não se convenceram das alegações e conduziram Pereira até a delegacia para averiguação. Na delegacia o foragido ainda tentou usar o nome do irmão, mas caiu em contradição. Em nova pesquisa no sistema a polícia constatou se tratar de Santino Narciso Pereira, foragido da penitenciária de Palhoça/SC.

O crime

O crime ocorreu no dia 8 de dezembro de 1998, no quilômetro 432 da BR-282, no posto da Polícia Rodoviária Federal de Vargem Bonita. O patrulheiro Vítor Camargo Neto, 27 anos, foi pego de surpresa e levou dois tiros na nuca quando estava só no trabalho. Os sete membros da quadrilha foram condenados a uma pena que, no total, chegou a mais de 300 anos de prisão. Eles foram presos na fazenda Saltinho, no interior do município de Irani, onde moravam. O companheiro da vítima havia saído para comprar lanche aos dois. Neto registrava ocorrência de acidente ocorrido horas antes. Santino Narciso Pereira, na época com 22 anos, e Antônio Pereira, 27 anos, se aproximaram pelo lado de fora e dispararam atingindo a nuca de Camargo. O primeiro tiro foi disparado por Santino e partiu de uma espingarda calibre 28. Com o patrulheiro já caído, eles entraram no posto e aí foi a vez de Antônio disparar o segundo tiro, também na nuca, com um revólver calibre 38. Os comparsas aguardavam do lado de fora do posto. Após matarem o patrulheiro os assassinos roubaram a viatura da PRF e a arma da vítima, uma pistola ponto 40 e foram praticar um assalto contra um ônibus que ia para o Paraguai. Camargo foi levado ao Hospital São Miguel de Joaçaba, e depois transferido de avião para Curitiba/PR, mas morreu uma semana depois. Um dos acusados, Jair Dalberti, que ficou preso cinco anos por engano, receberá indenização de R$ 1 milhão. Jair foi preso e condenado por ter transportado quatro integrantes da quadrilha, antes deles cometerem o crime. Ele garante que não sabia da intenção dos bandidos.

Fonte: Rádio Catarinense
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