Herval d' Oeste deverá suspender repasse de recursos ao HUST após funcionamento da UPA

Dificuldade financeira e necessidade de aporte maior à unidade embasam intenção da prefeitura

Geral
26/04/2014

      A administração de Herval d' Oeste deverá deixar de repassar recurso financeiro ao Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST) de Joaçaba a partir do momento em que entrar em funcionamento a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas) no município. A declaração foi dada pelo prefeito Nelson Guindani depois da reunião entre os prefeitos da AMMOC que discutiram o início das atividades da UPA. “Nós já temos dificuldades financeiras o bastante, estamos numa negociação há muito tempo, nós teremos a UPA aqui, nós temos a obrigação de aportar um valor maior à UPA e aqui que nós vamos dar atendimento às pessoas”, salientou Guindani sem revelar o valor que é repassado ao HUST para atendimentos de pequena complexidade a moradores hervalenses.

     Conforme Guindani, os prefeitos deverão se integrar à UPA através de um consórcio intermunicipal que será analisado na próxima segunda-feira (28) durante reunião na sede da AMMOC, às 14h, em que os assessores jurídicos e técnicos de saúde dos municípios debaterão qual a melhor forma de adesão, o rateio dos valores e a contratação dos funcionários que atenderão na UPA. Os prefeitos da Associação dos Municípios do Meio Oeste Catarinense (AMMOC) se reuniram na tarde desta quarta-feira (23) para discutir o funcionamento e conhecer a obra da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas em Herval d' Oeste.

     Segundo a presidente da entidade, Gisa Giacomin, a UPA depende do esforço de todos os municípios para entrar em funcionamento. As tratativas iniciaram no final de 2009 e a obra foi um compromisso assumido por todos os municípios da associação. A intenção é que seja criado um consórcio intermunicipal que permita o repasse de valores para manutenção da unidade. Quanto ao repasse de valores para atendimento de pacientes no Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST) em Joaçaba, Gisa afirma que há o compromisso com o HUST e com a UPA. “Com economia e com coragem os municípios conseguirão fazer as duas coisas”.

    Ela explica que os atendimentos de pequena complexidade serão resolvidos na UPA em 24 horas não lotando a emergência do HUST que abrange 42 municípios da região. Ela afirma que, no momento, há uma corrida contra o relógio antes do período eleitoral que pode prejudicar o andamento do processo para funcionamento da UPA. Na sexta-feira (25) na AMMOC se reúnem os jurídicos e técnicos de Saúde dos municípios para definição de como será o rateio dos valores e a contratação dos funcionários que atenderão na UPA. Segundo o prefeito de Herval d' Oeste, Nelson Guindani, ficou acertado entre os prefeitos o valor inicial de R$ 1,50 por habitante de cada município. Ele ressalta que o valor é baseado em levantamento dos custos totais que recairão sobre os municípios e os repasses do Estado e União. “Agora serão lançadas licitações para contratação de profissionais e poderá ser solicitado valor maior ou até mesmo menor”, esclarece.

   A contratação dos servidores também será definida entre concurso público ou contratação através de sistema seletivo estatutário. Guindani reitera que, a partir do funcionamento da UPA caberá a cada município decidir se continua repassando ou não recursos para o HUST. No encontro foi estimado o valor de R$ 400 mil que poderão ser necessários por mês para manutenção da UPA. O Ministério da Saúde deu prazo para a UPA iniciar as atividades em julho, porém, Herval d' Oeste ainda aguarda do governo federal uma parcela para conclusão da obra, R$ 578 mil para equipamentos que estão sendo licitados. “É um projeto antigo, já pactuado, que não será interferido pelo período eleitoral”, destaca Guindani.

   A UPA está com a estrutura física pronta desde o ano passado. A obra teve início em 2011, com previsão de ser inaugurada em novembro de 2012. O projeto orçado em R$ 1,4 milhão, compreende 800m² de área construída.

Fonte: Rádio Catarinense
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