Médico legista rebate acusações após necropsia de bebê de adolescente

Bruno Antônio Maresch concedeu entrevista após polêmica do fim de semana

Geral
17/06/2014

  O médico legista Bruno Antônio Maresch que fez a necropsia do bebê da adolescente de 16 anos em Joaçaba no fim de semana concedeu entrevista a Rádio Catarinense na tarde desta segunda-feira. A adolescente havia dado entrada no HUST na quinta-feira com dores e dilatação. O parto estaria marcado para o dia seguinte, ou seja, sexta-feira. Ao receber atendimento no hospital, a jovem foi medicada com soro, recebeu uma injeção e ficou em observação até a manhã da sexta, quando recebeu alta do plantonista. Os mesmos familiares confirmaram a nossa reportagem que a partir da liberação, a adolescente não teria mais sentido o bebê se mexer, sendo que ela aguardou até o sábado à tarde para retornar ao HUST, quando foi atendida pelo mesmo obstetra. Depois de novos exames, a família recebeu a informação do médico de que a criança estava morta. Neste momento, o médico foi agredido com dois socos pelo tio da criança, sendo que esta agressão originou em um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia de Joaçaba. A Polícia Militar foi acionada para que os ânimos fossem contidos por parte dos familiares da criança, que não aceitavam a morte do bebê.

    O médico legista Bruno Maresch foi acusado pelos familiares de ter feito a necropsia embriagado. Na entrevista ele disse que foi feio um exame de ultrassonografia que revelava pouco líquido amniótico e prematuridade de 35 semanas. Segundo ele, isso indica um alto índice de óbito. “A criança já estava em óbito há dois dias”, afirma. Maresch ressalta que foram feitas as provas técnicas que revelaram e comprovaram as declarações do legista. “Infelizmente os familiares estavam bastante transtornados”, comenta Maresch lamentando ainda que quase foi agredido fisicamente, depois de ter sido supostamente agredido verbalmente. “Eu estava em minha casa e fui chamado pela atendente para fazer um flagrante e nisso o advogado da família que se sentiu ofendida veio falar conosco, nós prontamente o atendemos e nada mais a declarar”. A família solicita um segundo laudo de necropsia. Maresch explica que o o laudo ainda não foi expedido porque pelo Código de Processo Penal há um prazo para exercer. “Se a família assim o entender então que o façam, e isso não vai resultar em positividade nenhuma”, orienta. O legista garante que não teme represália. “Eu acho que a família estava bastante alterada diante do fato que ocorreu no hospital. Realizamos um trabalho pericial técnico e isso vale após a morte”, finaliza.

Fonte: Rádio Catarinense
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