Saiba como é feita a medição do Rio do Peixe em Joaçaba

Serviço é realizado pelo SIMAE na Caetano Branco

Geral
03/07/2014

    O Serviço Intermunicipal de Água e Esgoto (SIMAE) foi um órgão extremamente vital durante a enchente que atingiu o Vale do Rio do Peixe no final da semana que passou. Autoridades, imprensa e principalmente moradores ribeirinhos acompanhavam atentamente pela Rádio Catarinense as medições que eram feitas pelo SIMAE a cada 15 minutos nos horários considerados mais críticos. A cada centímetro de elevação do nível aumentava também a apreensão da comunidade e das autoridades que se baseavam nas medições para definir algumas ações estratégicas e de caráter preventivo.

    Passada a enchente, o repórter Paulo César foi conhecer na manhã desta quinta-feira (03) a Estação de Tratamento do SIMAE localizada na avenida Caetano Natal Branco, entre Joaçaba e Luzerna. Ele foi recebido pelo químico Paulo César Lamin que explicou em detalhes como funciona a estação e como é feito o monitoramento do rio. Em dias normais, quando o nível do rio está baixo, as medições são feitas apenas duas vezes a cada 24h através de réguas que estão localizadas no leito e também na margem. Estas réguas existem desde 1985 e há cerca de um ano elas ganharam um reforço. O Sistema Geológico do Brasil, ligado ao Ministério das Minas e Energia e a Agência Nacional das Águas, solicitou a implantação de uma Estação Automatizada. Um sensor, instalado no bloco onde é feita a captação de água, faz o monitoramento digital do nível do rio. Os dados são captados, e sem qualquer interferência humana, são transmitidos por satélite ao banco de dados em Brasília onde as informações são processas e disponibilizadas a população através de um site. Os dados são coletados de 15 em 15 minutos e são muito úteis principalmente em situações  de enchentes. "Foi graças a esses equipamentos e aos olhos atentos desses vigilantes que soubemos com antecedência o nível que as águas chegariam em Piratuba" destacou Flávio Brasil em um comentário nas redes sociais.

    Paulo César Lamin explicou que durante a enchente da semana passada os servidores do SIMAE ficaram atentos as oscilações do rio principalmente em razão do risco de inundação da sala onde ficam as bombas de captação. A partir de 11 metros a sala de máquinas tem que ser desligada e o fornecimento de água começa ficar comprometido, pois o abastecimento passa ser feito apenas com a água que está nos reservatórios. Desta vez não houve necessidade de se desligar as bombas, uma vez que o rio atingiu a marca de 10 metros e 39 centímetros. Mesmo assim, faltando cerca de 20 centímetros para a cota máxima tolerável, os técnicos estiveram atentos e prontos para agir.

    A enchente que atingiu a região foi uma das maiores dos últimos anos em se tratando de volume de água.

Por Marcelo Santos

 

Fonte: Rádio Catarinense
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